segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lutar ou dar de barato o futuro!!

Antes de se demitir José Sócrates chamou o FMI e - cobardemente - encaminhou o país para uma falsa negociação com a Troika. Depois assistimos à traição dos partidos PSD, PS e CDS que assinaram um acordo sabendo que era inconstitucional e economicamente desastroso. 
Durante as eleições a direcção destes partidos mentiram e omitiram tudo o que eram as suas verdadeiras politicas e intenções.
As politicas impostas no chamado "memorando de entendimento" significam apenas retrocesso social, castigando-se quem já é explorado pelo trabalho ou vive da sua reforma sem esquecer quem vive com dificuldades em manter pequenos empreendimentos.
Portugal é primeiro que tudo o conjunto dos seus cidadãos. A responsabilidade dos nossos eleitos deverá ser sempre a de defender os interesses das populações. Estamos por isso perante uma verdadeira traição!

A crise internacional do grande capital explica esta tentativa clara de dominar os sistemas financeiros e políticos de países soberanos. O objectivo está à vista, tentar retirar da posse dos cidadãos o máximo e o mais rapidamente possível e canalizar a riqueza para aumentar lucros e tapar os buracos do grande capital financeiro.

O roubo está na crescente exploração laboral e no agravamento dos preços de bens e serviços essenciais!

  • Na saúde, o preço das novas taxas, ditas moderadoras, mais do que duplicou, atingindo custos de 20 a 50 euros nas urgências hospitalares; 10 euros nas consultas nos hospitais; 5 euros nas consultas nos centros de saúde; 4 e 5 euros nos cuidados de enfermagem. E que, contrariamente à demagogia e mentira utilizada em torno das isenções, constituem a transformação de um direito num privilégio de uns poucos, num negócio de milhões para o capital e na negação dos cuidados de saúde a muitos que deles precisam.
  • Na electricidade no espaço de um ano assistimos a um agravamento dos custos da energia eléctrica para os consumidores domésticos de 25,2%. Isto num sector cuja principal empresa, a EDP, que o governo está a privatizar, alcançou no mesmo período mais de 1000 milhões de euros de lucro.
  • Nos bens e serviços essenciais, em particular na alimentação – água, mercearia, charcutaria, café, refeições congeladas, etc. assistiremos a agravamentos do IVA para a taxa máxima.
  • Também para a taxa máxima (de 13% para 23%) passará todo o sector da restauração, com consequências que irão da degradação da qualidade nas refeições servidas ao encerramento de milhares de estabelecimentos incapazes de absorver o impacto deste aumento.
  • Sobre os transportes houve um aumento superior a 15% (imposto durante o verão), e pende a ameaça de novos aumentos a partir de Fevereiro, paralelamente houve um corte nos benefícios nos passes sociais para estudantes e reformados.
  • Depois de reduções de serviços na CP, anunciam-se novas e drásticas reduções da oferta e dimensão das redes de transportes públicos  ferroviárias e rodoviárias.
  • Nas portagens a subida média é superior a 4,3%, acrescida dos arredondamentos feitos pelas concessionárias, sem deixar ainda de referir os impactos da imposição de portagens nas SCUTS a 8 de Dezembro e que estão a ter consequências calamitosas para as populações e para a actividade económica.
  • Nas tarifas das telecomunicações as subidas serão em média, e de forma concertada, superiores a 3%.
  • Referir ainda os aumentos considerados no âmbito do Orçamento do Estado para 2012, como sejam o IMI, o novo imposto sobre a electricidade, o Imposto Sobre Veículos, o Imposto Único de Circulação ou a anunciada Lei das Rendas, que ameaçam aumentar de forma ainda mais drástica o conjunto de despesas básicas – transportes, habitação, energia – da generalidade da população.

Assistimos ainda ao saque dos recursos nacionais, oferecendo-os ao grande capital em negócios claramente desvantajosos e pouco transparentes.

Esta defesa dos interesses do grande capital por parte do governo está bem expressa na dimensão dos lucros dos principais grupos monopolistas, nacionais e estrangeiros, que operam no nosso país. Os sectores da banca e segurador, fornecedores de energia eléctrica e de combustíveis, na grande distribuição, telecomunicações e indústria realizaram lucros de milhares de milhões de euros em 2011 que contrastam com o agravamento das condições de vida da esmagadora maioria da população.

É necessário dar um sinal da união colectiva do povo contra a actual subversão do poder politico em Portugal que está a levar ao empobrecimento dramático e retrocesso social do país.

A manifestação em Lisboa no próximo dia 11, convocada pela CGTP, vai ser uma grande oportunidade para levarmos a nossa indignação à rua!!!


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