quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Greve Geral

A organização concelhia de Ansião do PCP considera que a adesão à greve geral de 24 de Novembro foi muito positiva no nosso concelho e região. O contexto de agravamento das condições de vida dos trabalhadores através das opções políticas do actual governo é acompanhado por uma estratégia de manipulação ideológica da realidade que tem de ser desmascarada.
No concelho de Ansião houve menos trabalhadores a fazer greve se compararmos com a greve geral de 24 de Novembro de 2010. Estes resultados reflectem o clima de intimidação e chantagem feita sobre muitos destes trabalhadores. Esta greve será uma das muitas lutas que virão contra o agravamento das condições de vida dos portugueses.

Saúdam-se todos os trabalhadores por mais esta jornada de luta em defesa dos seus direitos e contra o retrocesso civilizacional do país.

1 comentário:

  1. Dizem-nos que contexto de agravamento das condições de vida dos trabalhadores é um mal necessário para resolver a situação económica do país. Contraditóriamente a esmagadora maioria da população fica obrigada a reduzir a sua actividade económica para cumprir as suas necessidades mais fundamentais - deslocamento, alimentação, educação e saúde. Sectores esses que por sua vez são alvo de uma estratégia de redução de serviços e da sua qualidade e incrivelmente acompanhado por aumentos brutais das suas tarifas. O valor destes serviços quer para as populações quer para a dinâmica económica é estratégicamente sabotado para ser alvo de anunciadas privatizações. Aceitaremos de mansinho uma formatação idelógica que servirá para subverter o projecto de sociedade descrito na Constituição?
    A velha senhora fez um "peelling"?

    Numa região como a nossa onde a exploração do trabalho roçou o estilo feudal - e basta recuar na memória um par de gerações - os trabalhadores são ainda hoje sobre-explorados pelo simples facto de não estarem bem organizados.
    Aqui no nosso concelho e na região do Pinhal Interior Norte há uma mentalidade retrogada de muitos empresários que não se importam de usar a desinformação e a pouca cultura de classe dos trabalhadores para os manipular, maximizar a exploração do trabalho em função do seu próprio lucro.

    Evidentemente que numa empresa ao patrão interessa maximizar o lucro (naturalmente) e ao trabalhador interessa "apenas" garantir o melhor possível de condições de vida. É este conflito de interesses - quanto mais condições de vida menos lucro - que reside a luta de classes.
    Na nossa região esta luta está muito desiquilibrada sendo que do lado da classe dos trabalhadores falta conquistar e usar algumas armas óbvias para a sua luta por melhores condições de vida:
    - exigir o maximo de informação acerca da gestão e administração da empresa.
    - valorização do trabalho como o motor central da produção.
    - discussão dos problemas concretos da empresa do ponto de vista do interesse dos trabalhadores.
    - tomar a organização sindical como o instrumento de reinvindicação colectiva.

    Neste contexto de desiquilibrio de forças há que valorizar todos aqueles que perceberam e foram solidários com as razões da greve usando o seu direito de adesão apesar dos sacrifícios pessoais que essa coragem implica.

    A luta continua...

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