sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Manifesto contra "as políticas de agressão à Cultura"

Um grupo de personalidades ligadas à área cultural, entre elas José Barata-Moura, Alice Vieira e João Botelho, lança hoje, em Lisboa, um "Manifesto em Defesa da Cultura" cujo actual rumo qualificam como um "desastre".

"A Cultura que, tal como a emancipação do trabalho, é parte essencial do património do futuro", escrevem os autores do manifesto.


A destruição do sistema público de transportes


"Perante a indignação geral que suscitou o conhecimento do chamado Plano Estratégico de Transportes e das propostas do Grupo de Trabalho que foi instruído para definir a reestruturação do sistema em toda a área metropolitana de Lisboa, o Governo apressou-se a dizer que se tratavam apenas de propostas e não de decisões. Mas a mentira tem perna curta. Na verdade, está a ser implementada uma política de factos consumados a coberto de um intenso manto de demagogia e manipulações. Incapaz de discutir com o PCP, com os utentes e os trabalhadores, que lhe desmascaram as mentiras e expõem as suas criminosas intenções, o Governo prefere a política das atoardas e dos factos consumados." Jerónimo de Sousa...


Posição do PCP através de Jerónimo de Sousa: Contra a destruição do sistema público de transportes



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um golpe de estado no poder local!

A apresentação da Proposta de Lei do OE para 2012 põe a nu as reais motivações, conteúdos e objectivos que o Documento Verde da Reforma da Administração Local (conhecido como «Livro Verde»).

Às repetidas referências no “Livro verde” a “ganhos de escala”, “coesão territorial”, ”sustentabilidade financeira”, “racionalização e eficiência” contrapõe, em toda a sua exuberância e brutalidade, esta proposta de lei de Orçamento de Estado que em matéria de autarquias locais, é um exercício de condenação do poder local democrático e um ataque sem precedentes ao municipalismo e à vida democrática no plano local.

Assistiremos a uma violação do princípio constitucional da autonomia?
Abdicaremos de um poder local democratico em troca com uma concepção centralista e de subalternização?
Deixaremos as autarquias serem administradas e reguladas centralmente em matérias decisivas como as financeiras, orçamentais e de pessoal?
Aceitaremos que decisões como as de abertura de concursos para admissão de pessoal, de fixação da estrutura municipal ou da definição elenco de pessoal dirigente ou de contracção de empréstimos passam a ser determinadas pelo Ministro da Finanças?

Em fase de discussão pública do “Livro Verde” as populações precisam mobilizar-se para discutir este conceito de gestão local que nos aproximará daquele a que a Revolução de Abril pôs cobro.

Com esta Proposta de Lei do OE, o Governo avança num processo de subtracção de verbas a que as autarquias tinham direito que ascenderá a uma verba superior a 700 milhões de euros no período de 2010 a 2012 e a cerca de 1.200 milhões de euros até 2013 se não for interrompida a aplicação do Pacto de Agressão que está a ser imposto ao país.

Não podemos esquecer que o poder local não é um instrumento do poder central ao qual se possa sobrepor e desmandar. É um instrumento de poder autónomo com o seu proprio momento democratico e tem um papel fundamental no projecto de sociedade inscrito na Constituição da República Portuguesa.

Considerando que é inaceitável que o Governo decida reduzir para metade os limites estabelecidos em Lei para efeitos de endividamento colocando de um momento para o outro, mais de 180 municípios numa situação de “incumprimento” sem que tenham alterado nenhum elemento material relevante.

Com a drástica redução de verbas transferidas para as autarquias compromete-se o apoio a actividade das colectividades e do movimento associativo que hoje têm um papel único na oferta de serviços na área da cultura, desporto e recreio.

A “reorganização administrativa” em cima da mesa destinada à liquidação (no Livro Verde sob a designação de “agregação”) de quase duas mil freguesias constitui em si mesmo um deliberado factor de empobrecimento da dimensão democrática e participada do poder local.

A redução de quase 20 mil eleitos do poder local significará a perda de expressão democrática de representação e participação política (e não a cínica invocação de “melhoria da eficácia”).

Por  fim pretende-se impor a subversão do actual sistema de eleição dos órgãos municipais facilitando a constituição de executivos monopartidários,  liquidando um processo de decisão de carácter plural e democrático.


Apoiamos as seguintes deliberações:

1. Rejeitar o chamado «Livro Verde» para a reforma da administração local por este se constituir como um instrumento orientado para a liquidação do poder local democrático e das suas características mais progressistas;

2. Manifestar a sua mais viva oposição a uma proposta de Lei de Orçamento de Estado que se afirma, nas suas disposições, como um meio de impor limitações inaceitáveis à autonomia das autarquias e de consagrar cortes de financiamento incompatíveis com o pleno direito de exercício das suas atribuições e competências;

3. Rejeitar a campanha de condicionamento da opinião pública para a menorização do poder local e de fomento da desconfiança sobre os eleitos, destinada a justificar um ataque que em ultima instância, é dirigido contra as populações e se destina a iludir o contributo insubstituível que as autarquias deram para a melhoria das condições de vida e o progresso local traduzido numa obra que, não isenta de insuficiências, está à vista e comprova o seu papel como o factor principal de investimento local e de rentabilização das verbas postos à sua disposição;

4. Alertar as populações, o movimento associativo local, os trabalhadores das autarquias e os agentes económicos locais para as consequências nas condições de vida e nos condicionamentos ao desenvolvimento e progresso locais que daqui resultarão;

5. Sublinhar que este ataque ao poder local é um ataque dirigido às populações, aos seus direitos e legítimas aspirações a uma vida digna, é inseparável da ofensiva que ao mesmo tempo extingue serviços públicos, nega o direito à saúde, reduz o direito à mobilidade, tudo num processo de desertificação e abandono que a liquidação das freguesias só acentuará;

6. Manifestar a inteira solidariedade aos trabalhadores das autarquias atingidos nos seus rendimentos, direitos e estabilidade de emprego quer pelas disposições do Orçamento de Estado relativas a matéria salarial ou de carreira, quer pela ameaça decorrente da extinção de centenas de freguesias ;

7. Apelar à mobilização, ao protesto e à manifestação dos legítimos sentimento de indignação por parte da população e dos trabalhadores contra estas medidas e estes objectivos, sublinhando que essa luta é parte integrante do direito e do dever dos portugueses de exigirem a rejeição do Pacto de Agressão que, imposto pelo estrangeiro e subscrito pelos promotores da política de direita, ameaça e compromete o futuro dos portugueses e do país.

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP


De que século fala Marx?

“O sistema de crédito, cujo eixo são os supostos bancos nacionais e os grandes prestamistas de dinheiro e agiotas que pululam em torno deles, confere a esta classe parasitária um poder fabuloso que lhe permite, não só dizimar periodicamente os capitalistas industriais como imiscuir-se do modo mais perigoso na verdadeira produção, de que este bando não sabe absolutamente nada e com a qual nada tem a ver. As leis de 1844 e 1845 provam o crescente poder destes bandoleiros, a que se aliam os financeiros e os especuladores bolsistas”

Karl Marx

Greve Geral

A organização concelhia de Ansião do PCP considera que a adesão à greve geral de 24 de Novembro foi muito positiva no nosso concelho e região. O contexto de agravamento das condições de vida dos trabalhadores através das opções políticas do actual governo é acompanhado por uma estratégia de manipulação ideológica da realidade que tem de ser desmascarada.
No concelho de Ansião houve menos trabalhadores a fazer greve se compararmos com a greve geral de 24 de Novembro de 2010. Estes resultados reflectem o clima de intimidação e chantagem feita sobre muitos destes trabalhadores. Esta greve será uma das muitas lutas que virão contra o agravamento das condições de vida dos portugueses.

Saúdam-se todos os trabalhadores por mais esta jornada de luta em defesa dos seus direitos e contra o retrocesso civilizacional do país.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sobre a destruição do Douro vinhateiro...

Alves Redol

Alves Redol recebeu duras críticas pelo fato de sua obra abordar personagens, temas e situações que não eram explorados pela literatura e de utilizar uma linguagem simples que incorporava a fala das personagens de acordo com o ambiente em que viviam. Por isso, na epígrafe de Gaibéus - o seu primeiro romance - ele dá o seguinte aviso: “Este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que os outros entenderem".



Ver documentário: Alves Redol - A vida e a obra

Palavras para quê?!

Perguntas de Bruno Dias ao Ministro da Economia, tema transportes

A cobertura dos custos operacionais pelas tarifas em Portugal