sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Manifesto contra "as políticas de agressão à Cultura"

Um grupo de personalidades ligadas à área cultural, entre elas José Barata-Moura, Alice Vieira e João Botelho, lança hoje, em Lisboa, um "Manifesto em Defesa da Cultura" cujo actual rumo qualificam como um "desastre".

"A Cultura que, tal como a emancipação do trabalho, é parte essencial do património do futuro", escrevem os autores do manifesto.


A destruição do sistema público de transportes


"Perante a indignação geral que suscitou o conhecimento do chamado Plano Estratégico de Transportes e das propostas do Grupo de Trabalho que foi instruído para definir a reestruturação do sistema em toda a área metropolitana de Lisboa, o Governo apressou-se a dizer que se tratavam apenas de propostas e não de decisões. Mas a mentira tem perna curta. Na verdade, está a ser implementada uma política de factos consumados a coberto de um intenso manto de demagogia e manipulações. Incapaz de discutir com o PCP, com os utentes e os trabalhadores, que lhe desmascaram as mentiras e expõem as suas criminosas intenções, o Governo prefere a política das atoardas e dos factos consumados." Jerónimo de Sousa...


Posição do PCP através de Jerónimo de Sousa: Contra a destruição do sistema público de transportes



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um golpe de estado no poder local!

A apresentação da Proposta de Lei do OE para 2012 põe a nu as reais motivações, conteúdos e objectivos que o Documento Verde da Reforma da Administração Local (conhecido como «Livro Verde»).

Às repetidas referências no “Livro verde” a “ganhos de escala”, “coesão territorial”, ”sustentabilidade financeira”, “racionalização e eficiência” contrapõe, em toda a sua exuberância e brutalidade, esta proposta de lei de Orçamento de Estado que em matéria de autarquias locais, é um exercício de condenação do poder local democrático e um ataque sem precedentes ao municipalismo e à vida democrática no plano local.

Assistiremos a uma violação do princípio constitucional da autonomia?
Abdicaremos de um poder local democratico em troca com uma concepção centralista e de subalternização?
Deixaremos as autarquias serem administradas e reguladas centralmente em matérias decisivas como as financeiras, orçamentais e de pessoal?
Aceitaremos que decisões como as de abertura de concursos para admissão de pessoal, de fixação da estrutura municipal ou da definição elenco de pessoal dirigente ou de contracção de empréstimos passam a ser determinadas pelo Ministro da Finanças?

Em fase de discussão pública do “Livro Verde” as populações precisam mobilizar-se para discutir este conceito de gestão local que nos aproximará daquele a que a Revolução de Abril pôs cobro.

Com esta Proposta de Lei do OE, o Governo avança num processo de subtracção de verbas a que as autarquias tinham direito que ascenderá a uma verba superior a 700 milhões de euros no período de 2010 a 2012 e a cerca de 1.200 milhões de euros até 2013 se não for interrompida a aplicação do Pacto de Agressão que está a ser imposto ao país.

Não podemos esquecer que o poder local não é um instrumento do poder central ao qual se possa sobrepor e desmandar. É um instrumento de poder autónomo com o seu proprio momento democratico e tem um papel fundamental no projecto de sociedade inscrito na Constituição da República Portuguesa.

Considerando que é inaceitável que o Governo decida reduzir para metade os limites estabelecidos em Lei para efeitos de endividamento colocando de um momento para o outro, mais de 180 municípios numa situação de “incumprimento” sem que tenham alterado nenhum elemento material relevante.

Com a drástica redução de verbas transferidas para as autarquias compromete-se o apoio a actividade das colectividades e do movimento associativo que hoje têm um papel único na oferta de serviços na área da cultura, desporto e recreio.

A “reorganização administrativa” em cima da mesa destinada à liquidação (no Livro Verde sob a designação de “agregação”) de quase duas mil freguesias constitui em si mesmo um deliberado factor de empobrecimento da dimensão democrática e participada do poder local.

A redução de quase 20 mil eleitos do poder local significará a perda de expressão democrática de representação e participação política (e não a cínica invocação de “melhoria da eficácia”).

Por  fim pretende-se impor a subversão do actual sistema de eleição dos órgãos municipais facilitando a constituição de executivos monopartidários,  liquidando um processo de decisão de carácter plural e democrático.


Apoiamos as seguintes deliberações:

1. Rejeitar o chamado «Livro Verde» para a reforma da administração local por este se constituir como um instrumento orientado para a liquidação do poder local democrático e das suas características mais progressistas;

2. Manifestar a sua mais viva oposição a uma proposta de Lei de Orçamento de Estado que se afirma, nas suas disposições, como um meio de impor limitações inaceitáveis à autonomia das autarquias e de consagrar cortes de financiamento incompatíveis com o pleno direito de exercício das suas atribuições e competências;

3. Rejeitar a campanha de condicionamento da opinião pública para a menorização do poder local e de fomento da desconfiança sobre os eleitos, destinada a justificar um ataque que em ultima instância, é dirigido contra as populações e se destina a iludir o contributo insubstituível que as autarquias deram para a melhoria das condições de vida e o progresso local traduzido numa obra que, não isenta de insuficiências, está à vista e comprova o seu papel como o factor principal de investimento local e de rentabilização das verbas postos à sua disposição;

4. Alertar as populações, o movimento associativo local, os trabalhadores das autarquias e os agentes económicos locais para as consequências nas condições de vida e nos condicionamentos ao desenvolvimento e progresso locais que daqui resultarão;

5. Sublinhar que este ataque ao poder local é um ataque dirigido às populações, aos seus direitos e legítimas aspirações a uma vida digna, é inseparável da ofensiva que ao mesmo tempo extingue serviços públicos, nega o direito à saúde, reduz o direito à mobilidade, tudo num processo de desertificação e abandono que a liquidação das freguesias só acentuará;

6. Manifestar a inteira solidariedade aos trabalhadores das autarquias atingidos nos seus rendimentos, direitos e estabilidade de emprego quer pelas disposições do Orçamento de Estado relativas a matéria salarial ou de carreira, quer pela ameaça decorrente da extinção de centenas de freguesias ;

7. Apelar à mobilização, ao protesto e à manifestação dos legítimos sentimento de indignação por parte da população e dos trabalhadores contra estas medidas e estes objectivos, sublinhando que essa luta é parte integrante do direito e do dever dos portugueses de exigirem a rejeição do Pacto de Agressão que, imposto pelo estrangeiro e subscrito pelos promotores da política de direita, ameaça e compromete o futuro dos portugueses e do país.

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP


De que século fala Marx?

“O sistema de crédito, cujo eixo são os supostos bancos nacionais e os grandes prestamistas de dinheiro e agiotas que pululam em torno deles, confere a esta classe parasitária um poder fabuloso que lhe permite, não só dizimar periodicamente os capitalistas industriais como imiscuir-se do modo mais perigoso na verdadeira produção, de que este bando não sabe absolutamente nada e com a qual nada tem a ver. As leis de 1844 e 1845 provam o crescente poder destes bandoleiros, a que se aliam os financeiros e os especuladores bolsistas”

Karl Marx

Greve Geral

A organização concelhia de Ansião do PCP considera que a adesão à greve geral de 24 de Novembro foi muito positiva no nosso concelho e região. O contexto de agravamento das condições de vida dos trabalhadores através das opções políticas do actual governo é acompanhado por uma estratégia de manipulação ideológica da realidade que tem de ser desmascarada.
No concelho de Ansião houve menos trabalhadores a fazer greve se compararmos com a greve geral de 24 de Novembro de 2010. Estes resultados reflectem o clima de intimidação e chantagem feita sobre muitos destes trabalhadores. Esta greve será uma das muitas lutas que virão contra o agravamento das condições de vida dos portugueses.

Saúdam-se todos os trabalhadores por mais esta jornada de luta em defesa dos seus direitos e contra o retrocesso civilizacional do país.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sobre a destruição do Douro vinhateiro...

Alves Redol

Alves Redol recebeu duras críticas pelo fato de sua obra abordar personagens, temas e situações que não eram explorados pela literatura e de utilizar uma linguagem simples que incorporava a fala das personagens de acordo com o ambiente em que viviam. Por isso, na epígrafe de Gaibéus - o seu primeiro romance - ele dá o seguinte aviso: “Este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que os outros entenderem".



Ver documentário: Alves Redol - A vida e a obra

Palavras para quê?!

Perguntas de Bruno Dias ao Ministro da Economia, tema transportes

A cobertura dos custos operacionais pelas tarifas em Portugal

sábado, 4 de junho de 2011

Pensar não basta. É preciso agir!

Viva!

A poucas horas de mais um momento de decisão politica no nosso país, não e demais dar a conhecer mais um (entre tantos) escândalos baseados em compadrios que estão inegavelmente na origem da grave crise que atravessamos.
Após o 25 de Abril, muito esforços foram feitos para garantir uma educação de qualidade, acessível a todos os cidadãos, como de resto está consignado na constituição. A educação é uma responsabilidade do estado, e consequentemente tem que ser garantida pela escola pública.
Assim entende o bom e honesto português. Mas o bom e honesto português é também  ingénuo. Tão ingénuo que não imagina as trambiquices que se fazem para dar a volta à situação, nos bastidores do governo, às escondidas do povo. É que a escola pública afinal já não é assim tão pública. Ou seja: continua a ser pública porque é paga com o dinheiro dos contribuintes, mas passa a ser gerida por uma empresa que dá pelo nome de "Parque Escolar" que lá tem mais um administrador, mais uns assessoes, uns secretários...todos cargos de "confiança política", dando voz à já tão falada política dos "job for boys".
Temos um Ministério da Educação que deveria ser responsável pela gestão da escola pública, pagamos ao ministro e seus acólitos (muitos!), e temos uma empresa pública que gere aquilo que deveria ser gerido pelo ministério da tutela. Pior ainda: a empresa dá prejuízo!
E o povo come, paga...e cala!Ou não?

domingo, 22 de maio de 2011

festival avantinho 2011

Festival avantinho alavancado pela organização concelhia do PCP Ansião, que nasce da concretização de parcerias espontâneas, contributos criativos e trabalho de muitos amigos, camaradas. À muito se tinham manifestado para que surgisse um evento cultural diversificado de âmbito contemporâneo que abraça o antepassado de forma carinhosa e útil.


mais informações:
http://www.facebook.com/pages/festival-avantinho/148030971933806?v=info

CDU entregou ontem de manhã no tribunal de Leiria a lista de candidatos

Coligação Democrática Unitária - entregou esta manhã no tribunal de Leiria a lista de candidatos pelo distrito de Leiria às eleições legislativas de 5 de Junho.
O mandatário José Luís e a cabeça de lista Ana Rita Carvalhais acompanhados de outros candidatos procederam à entrega do dossier na secretaria do tribunal da capital de distrito.

in pagina dorlei, www.leiria.pcp.pt

Apresentação da Candidata Ana Rita Carvalhais em Alvaiázere

quarta-feira, 23 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

Grandiosa manifestação da Função Pública

Enquanto muitos manifestantes ainda desciam a avenida da Liberdade, pequena demais para o mar de gente que se deslocou a Lisboa para gritar o seu descontentamento, já Carvalho da Silva usava da palavra para se dirigir à multidão: «Governo pôs o país de joelhos. Sócrates presta vassalagem à Europa. E depois de umas aulas de inglês técnico só sabe falar com a senhor Merkel»
«O governo pôs o país de joelhos em relação às instituições europeias». Carvalho da Silva, líder da CGTP, não tem dúvidas da vassalagem que o Governo presta à União Europeia.
No final da manifestação que este sábado desembocou na praça dos Restaurantes, ironizou, sobre as novas medidas de austeridade assumidas perante Comissão Europeia e o BCE: «É caso para dizer que deram umas lições de inglês técnico ao Sócrates e, azar o nosso,  ele passou a não perceber o português, e só sabe falar em inglês com a senhora Merkel e companhia limitada».

Sobre o actual momento político, que parece precipitar-se em eleições, Carvalho da Silva não tem esperança: «A dimensão mais preocupante desta crise política é que as políticas do Governo e as do PSD, que está ansioso de chegar ao Governo, são as mesmas».





domingo, 13 de março de 2011

Professores continuam em luta

Foi no Campo Pequeno que desta vez os professores deram voz à sua indignação e ao seu protesto. Casa cheia, os professores enviaram uma veemente mensagem de solidariedade aos manifestantes da "geração à rasca" que ao mesmo tempo desciam a Avenida da Liberdade, num histórico e quase heróico momento que deveria envergonhar os governantes deste país, se a consciência lho permitisse.
A previsão de despedimentos em massa já no próximo ano lectivo, em resultado das reformas propostas pelo ministério da tutela (abolição do par pedagógico de Educação Visual e Tecnológica, bem como das disciplinas de Área de Projecto, Formação Cívica e estudo Acompanhado), a Avaliação de Desempenho e as restantes medidas com que esta classe tem vindo a ser bombardeada, pondo em risco, cada vez, a dignidade e estabilidade da profissão, levaram a que, mais uma vez, os professores fossem para a rua dar voz à sua luta.
No final, depois do encontro com o secretário de estado, era visível, na atitude dos professores, a determinação e a vontade de continuarem a lutar.

sábado, 12 de março de 2011

Geração à rasca!

Já não dá para ignorar, para virar a cara ao lado, para continuar a enfiar a cabeça na areia. Acabou-se o tempo das falsas esperanças, das enganadoras promessas, da demagogia barata. Caíu o pano! Eles e elas aí estão, chegaram de repente, organizados e deram a este país uma lição de força e determinação. A geração à rasca mostrou, sem hipótede de dúvida, que fazem irremediavelmente, a partir de hoje, parte da história de Portugal! Agora, só resta aproveitar a onda e seguir-lhes o exemplo; não dá mais para parar. Esta onda só pode crescer, até à vitória final!

Jerónimo de Sousa comentou desta forma a manifestação de hoje na Avenida da Liberdade, em Lisboa:

"O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, referindo-se ao protesto Geração à Rasca que hoje decorreu, pediu aos jovens «para que não fiquem por aqui», apelando à participação na manifestação da CGTP de 19 de Março.
Durante o seu discurso no comício comemorativo dos 90 anos do PCP, que esta tarde decorreu na Alfândega do Porto, Jerónimo de Sousa disse que o partido não é indiferente «aquilo que hoje se passou em muitas avenidas e cidades do nosso país» com as manifestações da Geração à Rasca, movimento que nasceu na rede social Facebook, espalhando-se depois a vários concelhos.
«Pela dimensão dessas manifestações, tanto aqui no Porto, como particularmente em Lisboa, significa que essas novas gerações não aceitam mais serem usurpadas de direitos que lhe pertencem, direitos que lhe são legítimos», observou.
O líder do partido comunista deixou ainda um aviso aos jovens portugueses: «não confiem nos falsos amigos».
«Cavaco Silva fez um apelo ao sobressalto da sociedade civil, das novas gerações, da juventude, mas era ele que três minutos antes tinha falado da necessidade de aumentar a precariedade através da facilitação dos contratos a prazo, identificando-se com a proposta do PSD», recordou.
Jerónimo de Sousa pediu assim aos jovens para que, depois do ato de indignação e de revolta, «não fiquem por aqui».
«Esse grito, que hoje ecoou por todo o país, deve ser transformado em ação, em luta e em luta organizada. Porque lutas inorgânicas podem fazer coisas mas aquilo que o capital e a direita têm medo é da luta organizada dos trabalhadores e dos povos», justificou.
O secretário-geral comunista apelou assim aos jovens para que «lutem e participem na manifestação de dia 19 de Março, convocada pela CGTP, que será a maior acção de protesto e luta, depois da greve geral em Novembro».



quarta-feira, 9 de março de 2011

Um professor de Coimbra foi demitido do cargo de coordenador da DREC depois de ter criticado o modelo de avaliação



Ernesto Paiva, que desde 1996 coordenava a Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra, foi chamado na quinta-feira pela directora regional de Educação do Centro, que, diz, lhe anunciou que estava demitido daquele cargo. Motivo: ter subscrito um abaixo-assinado crítico do actual modelo de avaliação de professores, na qualidade de docente da Escola Secundária Infanta D. Maria. O afastamento e a razão invocada pela DREC estão a provocar a indignação de vários directores de escolas, que admitem tomar uma posição pública sobre o assunto.

Militante socialista, Ernesto Paiva diz estar "magoado e desiludido com a administração", que "ignorou anos de trabalho que ela própria avaliou com a cotação máxima ". "Sei que exercia um cargo de nomeação, mas sempre entendi isso como um factor que aumentava a minha responsabilidade no sentido de aplicar as orientações do Governo e a legislação em vigor de forma eficaz e com rigor técnico, sem olhar a cores partidárias ou a outros interesses que não fossem os da população. Nunca pensei estar impedido de ter uma opinião e de a manifestar", disse ao PÚBLICO.

"Quebra de lealdade"
Segundo disse, já havia sido contactado uma semana antes pela directora regional, que lhe terá dito que considerava a sua participação no abaixo-assinado "uma quebra de lealdade" e o aconselhou "a pensar". Nessa altura, diz, perguntou explicitamente se havia algo no seu trabalho que não correspondesse às expectativas, ao que ela terá respondido negativamente. Como tal, "pensou" e decidiu não se demitir, por considerar que a manifestação de uma opinião "não colocava em causa" a sua capacidade "de agir com a mesma eficácia e rigor de sempre".
Ernesto Paiva - que subscreveu o abaixo-assinado na qualidade de professor - diz ter contestado um modelo de avaliação que "ignora" o facto de ele "leccionar apenas uma hora e meia de aulas por semana a uma única turma.": "Trabalhando a maior parte do tempo na DREC, só enganando a administração posso corresponder a um modelo que avalia quatro dimensões da minha actividade segundo 39 indicadores e 72 descritores. Por isso, apelei a uma reflexão sobre o sistema de avaliação - era isso que se pedia no abaixo-assinado".
A directora da Escola Secundária Infanta D. Maria, Rosário Gama, frisou ontem não ter conhecimento oficial do afastamento do ex-coordenador da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra e do seu regresso a tempo inteiro àquele estabelecimento de ensino. Acrescentou, contudo, que "desde sexta-feira" tem vindo a ser contactada por outros directores de escolas que "se mostram escandalizados e profundamente revoltados com a situação" e admitem "tornar pública uma posição sobre o assunto".


E assim se faz Portugal...

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Para todas as mulheres, que pelo simples facto de o serem merecem a nossa atenção, não hoje mas todos os dias, aqui fica, em jeito de homenagem, um poema fruto do sentir de uma mulher.  

Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.


Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen.


Destacamos igualmente os nomes de algumas mulheres portuguesas que, por uma ou outra razão, nos mais variados sectores da vida, se distinguiram. Nesta homenagem pretende-se, como não podia deixar de ser, homenagear TODAS  as mulheres portuguesas, neste momento particularmente difícil que o país atravessa.


sábado, 5 de março de 2011

Avaliação de Desempenho Docente:Mais problemas que soluções!

A Fenprof avisou em tempo útil, em Janeiro de 2010, que esta avaliação seria insuportável para as escolas: por ser burocrática, por provocar conflitualidade, por não ser formativa, e por se aplicar em contextos muito negativos: numa escola sem gestão democrática e numa Administração Pública com quotas do SIADAP.
Depois, à medida que os normativos iam sendo propostos, a Fenprof acrescentou, de todas as vezes, que o ME estava a complicar cada vez mais as coisas e que o resultado seria, inevitavelmente, o protesto das escolas. Aspectos houve que a Fenprof afirmou não terem aplicação. Mas o ME insistiu e recorreu à ilegalidade afirmando que o fazia por estar do lado da solução e não do problema.
Chegámos agora ao que era inevitável: nas escolas, aos poucos, o protesto ganha dimensão e são muitas, cada vez mais, as posições que reclamam a suspensão desta avaliação, coisa que já se esperava. .. (veja aqui a Tomada de Posição dos Professores e Educadores do Agrupamento de Escolas de Ansião)
Repare-se que esta é a primeira vez em que a avaliação, na sua globalidade, se aplica. Em 2007/2008, depois da Marcha de 8 de Março, Maria de Lurdes Rodrigues foi obrigada, na sequência do memorando de entendimento, a suspender a avaliação para os professores dos quadros, tendo aos docentes contratados sido aplicados apenas quatro procedimentos simplificados permitindo, no final do ano, que pudessem renovar o seu contrato; em 2008/2009, depois da Manifestação de 8 de Novembro e das greves de 3 de Dezembro e 19 de Janeiro, Lurdes Rodrigues foi obrigada a recuar e teve de inventar o "simplex", modelo avaliativo mínimo que resolveu o problema da avaliação nesse ano; em 2009/2010 não teve lugar qualquer procedimento avaliativo; em 2010/2011 Isabel Alçada pretende levar até ao fim o regime completo de avaliação que tanta perturbação e contestação está a criar na sescolas por ser aquilo que é.
Dia 12 de Março, no Campo Pequeno, vai começar o processo de desconstrução de um modelo que apenas servia para justificar a progressão na carreira docente. O governo já acabou com essa parte da história; compete-nos agora a nós dar cabo desta outra que para nada serve.

Mário Nogueira, in Jornal da Fenprof


sexta-feira, 4 de março de 2011

Quando a abstenção é a arma dos cobardes!

Ei-los! O Roque e a amiga, apesar de tentarem mostrar ao povo português que jogam em campos opostos! Já nem eles se entendem!



"PS e PSD voltaram a unir-se contra os professores. Desta vez para impedirem que a avaliação de desempenho deixasse de contar para efeitos de concuros.
Como se sabe, a consideração da avaliação nos concursos, dada a natureza do regime de avaliação, as quotas e todas as discricionariedades que marcam este processo, é de tal perversidade que PCP e BE procuraram acabar apresentando projectos de lei que, sendo aprovados, retirariam a avaliação do concurso. Só que o PSD, abstendo-se, juntou-se ao PS e a conjugação dos seus votos impediu a aprovação destas leis.
Tem sido esta a postura de dois partidos que parecem ter-se unido contra os professores e a educação. Foi com os votos do PS e a abstenção do PSD que o governo conseguiu cortar 803 milhões de euros na educação, este ano; foi com esse sentido de voto que os dois partidos impediram a suspensão do actual modelo de avaliação...tem sido assim que as políticas, e não apenas para a educação, têm vindo a passar na Assembleia da República e o país se tem vindo a afundar cada vez mais numa crise que não parece reverter.
Aos professores compete exigir, cada vez mais, que as palavras dos deputados e dos partidos se transformem em actos. Através do site da AR (http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/default.aspx)  é possível chegar aos e-mails dos deputados, pelo que poderão mos professores ( erestantes cidadãos) enviar aos eleitos pelos seus distritos e(ou aos que integram a Comissão de Educação e Ciência, o seu protesto, as suas preocupações e as suas propostas." M.N.

in Jornal da Fenprof

...e como se  não bastassem estes dois, ainda temos uma erudita ministra que que só fará jus ao nome quando for "Alçada" do ministério da tutela...


Sabes quanto tempo passas na escola?

Esta é a pergunta a que já nem os professores conseguem responder. As horas diluem-se à medida que o dia vai passando. Já ninguém faz contas. E para quê?
Sabe-se, porque a matemática ainda é uma ciência exacta, que as 35 horas semanais são para cumprir. O que poucos sabem é que para cumprir com eficácia as horas da componente lectiva, muitas outras são exigidas em casa, na preparação de materiais, na avaliação de alunos, na programação de actividades que constam dos Planos Anuais de Escola. É que se não forem exaustivamente preparadas, quer as aulas quer as actividades podem ter efeitos nefastos para os alunos.
E assim se gasta o dia. Tomemos como exemplo o dia de hoje: às 8.2o estava a trabalhar, até às 13.20. Depois de almoço, a correr, dei os últimos retoques numa actividade que estou a preparar para/ com os alunos. Fiz grelhas, defini objectivos, estratégias, modos de avaliação. Defini calendários e estabeleci contactos, fiz cartazes para divulgação da actividade, preparei um PowerPoint para servir de cenário a uma peça de teatro...
Dei por terminada esta "empreitada" às 17 horas, quando, por imposição de horário, comecei a preparar a reunião que começava às 18.30. Isso mesmo: dezoito e trinta! E à hora marcada, lá estava. Eram 20 horas quando terminei, e (Oh! deuses! Aleluia!), às 20.30 cheguei a casa.

Aproveitei a energia que as pilhas, muito enfraquecidas, ainda têm, e decidi "vomitar" aqui o cansaço, a desilusão, a frustração: Assim não se pode ser professor!E contudo, prevalece, inalterada e inalterável, a vontade de continuar esta luta sem tréguas pela qualidade da educação e pela defesa da escola pública. É por isso que vamos, no próximo dia 12 de Março, uma vez mais para Lisboa, encher as ruas da capital com a manifestação da nossa revolta. Até que a voz nos doa!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Francisco Lopes: Cavaco a falar de “injustiça” nos cortes salariais é “hipocrisia”



“Uma atitude de hipocrisia e desresponsabilização daqueles que tomam as medidas, que promovem e avalizam o Orçamento de cortes dos salários, congelamento das pensões, ataque aos serviços públicos e corte dos apoios sociais, e que criam injustiça em relação aos trabalhadores, pobreza e desigualdades sociais”.

Foi assim que o candidato apoiado pelo PCP comentou as declarações de Cavaco Silva sobre “injustiça” nos sacrifícios exigidos aos funcionários públicos por oposição aos que tinham “maiores rendimentos”.
Francisco Lopes reagiu em Cuba, Alentejo, onde vai passar o dia em campanha ao lado do secretário-geral, Jerónimo de Sousa.
Críticas aos submarinos
Para Francisco Lopes a avaria do novo submarino Tridente é o exemplo acabado da subserviência dos responsáveis políticos portugueses ao estrangeiro.
O submarino, noticia este sábado o jornal Expresso, está em reparações, devido a problemas na fixação do revestimento plástico que envolve o casco. A reparação já estava calendarizada e, segundo a marinha, a falha não colocava problemas de segurança, nem impossibilitava a navegação.
No Alentejo, onde está em campanha com Jerónimo de Sousa, o candidato comunista acusou o Governo de ter recebido os dois submarinos no ano passado por “imposição” da Alemanha. “Diz-se que o país não tem dinheiro, mas de um momento para o outro, por imposição da União Europeia e da senhora Merkel, foi imposto a Portugal, e os responsáveis políticos portugueses aceitaram,que fossem recebidos os submarinos em 2010, independentemente das condições em que eles estavam”, afirmou.
Segundo o dirigente do PCP, a notícia é reveladora “de como as decisões políticas não são tomadas ao serviço do nosso país e do nosso povo", mas para "favorecer os interesses dos grupos económicos internacionais e, neste caso, o dos alemães”.
Francisco Lopes reagiu em Cuba, Alentejo, onde vai passar o dia em campanha ao lado do secretário-geral, Jerónimo de Sousa.
Críticas aos submarinos
Para Francisco Lopes a avaria do novo submarino Tridente é o exemplo acabado da subserviência dos responsáveis políticos portugueses ao estrangeiro.
O submarino, noticia este sábado o jornal Expresso, está em reparações, devido a problemas na fixação do revestimento plástico que envolve o casco. A reparação já estava calendarizada e, segundo a marinha, a falha não colocava problemas de segurança, nem impossibilitava a navegação.
No Alentejo, onde está em campanha com Jerónimo de Sousa, o candidato comunista acusou o Governo de ter recebido os dois submarinos no ano passado por “imposição” da Alemanha. “Diz-se que o país não tem dinheiro, mas de um momento para o outro, por imposição da União Europeia e da senhora Merkel, foi imposto a Portugal, e os responsáveis políticos portugueses aceitaram,que fossem recebidos os submarinos em 2010, independentemente das condições em que eles estavam”, afirmou.
Segundo o dirigente do PCP, a notícia é reveladora “de como as decisões políticas não são tomadas ao serviço do nosso país e do nosso povo", mas para "favorecer os interesses dos grupos económicos internacionais e, neste caso, o dos alemães”.

Jornal "Público" - Nuno Sá Lourenço

PCP não está “zangado” com o povo português

O Partido Comunista Português reuniu o Comité Central para analisar os resultados eleitorais e a actual situação política. Para lá das farpas lançadas a Cavaco Silva, PS e BE, o secretário-geral comentou os votos perdidos para Nobre, Coelho e abstenção. Eleitores que, segundo Jerónimo de Sousa, se deixaram levar por campanhas de manipulação.“Este é o povo que temos, não estamos zangados com ele. Continuaremos a lutar por ele.” Jerónimo de Sousa comentava assim o facto de não ter conseguido cativar para a candidatura de Francisco Lopes muitos dos eleitores descontentes com as “políticas de direita” do Governo.
O dirigente comunista frisou os “preconceitos” e “trafulhices” (as sondagens) que enfrentaram, a “operação ideológica do desistam, do não vale a pena” e o “discurso populista e demagógico” de Fernando Nobre e José Coelho.

Jornal "Público" - Nuno Sá Lourenço

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - Município de Ansião

Claramente se verifica uma mudança, generosa mas graciosa, usando as palavras do nosso candidato:

Centro de Interpretação e Museu da Serra de SICÓ

"A Câmara de Pombal adjudicou ontem a construção do Centro de Interpretação e Museu da Serra de Sicó, investimento de cerca de 2,2 milhões de euros para fomentar o turismo da natureza e reunir achados arqueológicos."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Francisco Lopes em «Grande Entrevista» - 1

Francisco Lopes em «Grande Entrevista» - 2

Tiradas do Avante!! - Epidemia de cólera no Haiti

"A brigada de profissionais de saúde enviados por Cuba para o Haiti já tratou mais de 30 mil infectados pela epidemia de cólera que, desde o início de Outubro, se propaga pelo país. Espalhados por 40 locais diferentes, os 1200 cubanos são responsáveis pelo atendimento de cerca de 40 por cento do total dos casos registados"...

Tiradas do Avante!!

Censos

"Dito de outra forma, o que o Instituto Nacional de Estatistica procura não é apenas gente capaz de levar a cabo uma importante tarefa mas sim fazer o pleno, o dois em um, o ouro sobre azul, ou seja arregimentar gente devidamente equipada, que para além das suas capacidades, das mãos e da esferográfica, tenha como valor acrescentado telemóvel e computador próprios e disponibilidade (o uso destas coisas paga-se!) para os colocar ao serviço da instituição."

domingo, 9 de janeiro de 2011

Candidato volta ao Distrito de Leiria...

Francisco Lopes, candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP, vai estar em campanha no distrito de Leiria na próxima quinta-feira, dia 13 de Janeiro.
Pelas 17h00 o candidato vai estar com trabalhadores da empresa Atlantis, no Casal da Areia, em Alcobaça. O encontro deverá decorrer à saída dos trabalhadores da jornada de trabalho.
Uma hora mais tarde Francisco Lopes segue rumo à Marinha Grande para visitar a empresa Crisvidro. A visita ao distrito termina com um comício no Sport Operário Marinhense, marcado para as 21h30.





JANTAR/CONVÍVIO DE APOIO À CANDIDATURA . 15 de JANEIRO . 20H . ANSIÃO
Restaurante "Ti Matilde" - Camporês - 11Cravos

Sessão de esclarecimento
- Cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, um passo para a saída da crise -


Intervenção de Bruno Dias, membro do Comité Central do PCP e Deputado na Assembleia da República.

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Declaração de apoio à candidatura de Francisco Lopes

José Barata Moura - Mandatário nacional de Francisco Lopes

Grande entrevista RTP1...

O candidato à Presidência da República interviu mais uma vez com grande clareza e determinação.


Francisco Lopes na Grande Entrevista 1ªParte


Francisco Lopes na Grande Entrevista - 2ªParte

A luta continua....