terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Gabinete de atendimento ao público da Câmara de Ansião encerrou!

A greve geral de ontem teve impactos no funcionamento de algumas autarquias. Em Ansião, o serviço de atendimento ao público esteve encerrado. Em Leiria a paralisação chegou aos 45 por cento. Algumas dezenas de escolas do distrito não abriram portas e outros serviços cumpriram os serviços mínimos.
O gabinete de atendimento ao público da Câmara Municipal de Ansião esteve encerrado ao público durante o dia de ontem, pela primeira vez, devido à adesão da maioria dos trabalhadores que desempenham funções naqueles serviços.
Fernando Medeiros, vice-presidente da Câmara de Ansião, está na autarquia há vários mandatos e afirma ter sido “a primeira vez” que os serviços de atendimento ao público estiveram encerrados por falta de colaboradores.

“Estou aqui há vários anos em funções autárquicas e não me lembro que o atendimento ao público tenha encerrado por falta de funcionários devido à greve”, afirmou o autarca do PSD, acrescentando que os outros departamentos “estiveram a funcionar normalmente”.

Além do encerramento do serviço de atendimento ao público da autarquia, oito estabelecimentos de ensino - três do ensino básico e cinco de jardins de infância -, estiveram encerrados por falta de pessoal docente e não docente. Em algumas das escolas, a adesão à greve foi de 100 por cento, designadamente nas EB1 de Ansião e Chão de Couce e nos Jardins-de-infância de Chão de Couce, Lagarteira, Lagoa Parada, Mogadouro e Pousaflores. Nas restantes, a adesão rondou os 50 por cento.

Em Leiria, onde a adesão à greve dos funcionários da autarquia atingiu os 45 por cento, alguns estabelecimentos de ensino estiveram encerrados, como foi o caso da Escola Secundária Rodrigues Lobo. No portão principal de acesso à escola estava afixada uma informação, assinada pela directora, Cristina Freitas, dando conta de que “face à adesão à greve geral, somos forçados a encerrar a escola no que diz respeito à realização da actividade lectiva”.

No Agrupamento de Escola Correia Mateus, a sede do agrupamento abriu portas, mas, a meio da manhã, a direcção decidiu cancelar as actividades lectivas por falta de pessoal docente. Num universo de 115 professores, 56 por cento aderiram à paralisação, obrigando ao encerramento de escolas do 1.o Ciclo e Jardins-de-infância, nomeadamente Arrabal, Courelas e Andrinos. As escolas secundárias Domingos Sequeira e Afonso Lopes Vieira estiveram abertas, com algumas limitações nas actividades lectivas. No Agrupamento de Escolas da Maceira seis estabelecimentos de ensino não abriram.

Noutros concelhos do distrito, a realidade foi semelhante. A Escola Secundária Calazans Duarte, na Marinha Grande, esteve aberta, mas sem actividade lectiva, devido à adesão à greve da maioria dos funcionários (assistentes operacionais).

Em Pombal, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato Nacional de Professores da Região Centro, os alunos de seis estabelecimentos de ensino não tiveram aulas e 16 estiveram completamente encerradas.

No concelho de Alvaiázere duas escolas (Alvaiázere e Cabaços) encerraram portas, no Agrupamento de Escolas de Castanheira de Pera duas delas não abriram portas, o mesmo ocorreu com um estabelecimento de ensino do Agrupamento de Escolas de Pedrógão Grande.

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