segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Salário Mínimo Nacional

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O baixo valor do nosso Salário Mínimo Nacional é uma das faces de um dos mais graves e preocupantes problemas que o nosso país enfrenta: a injusta distribuição da riqueza criada pelos trabalhadores.



Salário mínimo perdeu poder de compra desde 1974

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Se o salário mínimo tivesse sido actualizado desde 1974, repondo a inflação de cada ano, o seu valor em 2010 seria de 562 euros e não os 475 euros anunciados pelo Governo. De acordo com as contas do "Público". Aquela quantia respeitaria o limiar de 60 por cento da remuneração base média tida internacionalmente como suficiente para um nível de vida decente.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E assim se faz Portugal...

...uns vão bem, e outros mal!


Uns trabalham de sol a sol, e ganham o ordenaso mínimo nacional;
outros, não têm emprego, e recebem o rendimento mínimo...
Outros, nem por isso: ganham (ou recebem?) altos vencimentos, e "cansam-se" até  à exaustão (veja-se pelo exemplo junto.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Recibos Verdes:

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É mais do que tempo repensar e actualizar as situações descontroladas dos recibos verdes, levado a cabo pelos tiques ditatoriais dos regimes emergentes na nossa sociedade. Em nada dignificam a nossa sociedade civil. O Futuro de Portugal está nas vossas mãos...e de ANSIÃO também.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Investimento Público

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O estado vai manter o nível de investimento público para fazer face à actual crise financeira. Apoiará as empresas e famílias carenciadas.
Independentemente do investimento público ser ou não ser um possível cenário de derrapagem no défice, “…embarque de experiências fantasistas…”, mas aproveitando este tema tão actual e preocupante como o da operação “Face Oculta”, este ultimo, quanto a nós, tão preocupante como o primeiro, leva-nos numa viagem diminuta pela consciência e percepção da realidade, revelando interesse para que esse investimento público seja eficiente de tal forma que num futuro próximo os impostos possam baixar e dar continuidade a uma próspera economia sustentável.
No entanto esta viagem virtual fez-nos despertar para uma outra realidade presente.
O sucesso de várias operações trazidas agora a público, como “Face Oculta”; “Apito Dourado”; “Casa Pia”; “Vale e Azevedo”; o caso do funcionário da C.M. do Porto…, percebemos, e indo ao encontro da vontade do povo, que, para que estes grandes senhores sejam bem condenados, será conveniente e/ou oportuno que o investimento público passe pela construção de novas prisões para albergar tantos infractores.
É conhecido entre todos que as prisões existentes além de não ter condições são em número insuficiente.
Caros leitores, aviso que este “post” tem um conteúdo “rábula”! Isto de propor a construção de novas prisões resulta da observação da infeliz realidade. Importante é lutar com força para que tal não aconteça, porque usar o dinheiro dos impostos para dar guarida aos barões do crime organizado seria um investimento calamitoso.
No fundo o que o povo trabalhador produtivo quer é uma fiscalidade económica justa
Devemos educar a nossa sociedade civil no sentido de que os criminosos de hoje sejam o mito de amanhã.

Um Olhar Além das Aparências V

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Microgeração
Produção distribuída ou microgeração é a produção de electricidade pelo consumidor utilizando equipamentos de energias renováveis de pequena escala, como painéis solares, microturbinas, microéolicas, etc..
A energia produzida pode ser aproveitada para o aquecimento de águas sanitárias ou para a produção de energia eléctrica, que depois é vendida à empresa de distribuição.
A forma como consumimos energia pode contribuir para o alívio da pressão ambiental que exercemos sobre a natureza, o que só por si já é um motivo válido.
Nos dias de hoje é possível que cada um de nós utilize as fontes alternativas de energia capazes de assegurar o bem-estar sem que estejamos a comprometer o futuro.
A autarquia de Ansião deverá dar o exemplo neste tipo de alternativa de investimento. Bastará investir na criação de sistemas de microgeração em edifícios escolares numa primeira fase. A escolha e preferência pelos edifícios escolares vem no sentido de iniciar e alertar os mais novos para este tipo de alternativas, consciencializando e alertando os alunos para a importância deste tipo de energia, familiarizando-o de perto com o projecto de microgeração, desenvolvendo sinergias entre docente e alunos sobre o tema: energias renováveis. Estes alunos serão os nossos “Young Energy Savers”.
A autarquia deverá criar uma Agência de Energia Sustentável com a maior urgência possível, a título de munir o município de uma agência especializada para implantar uma politica energética eficiente no município.
Informar bem e encaminhar melhor os munícipes para a prática destas energias, porque a má gestão ou má localização pode trazer dissabores aos investidores, é igualmente uma obrigação da autarquia, bem como fomentar uma agência dinâmica em que criem acções de formação para profissionais e populares interessados, sessões de esclarecimento de boas práticas e uso racional de energia, workshops; etc.
Importa desenvolver um plano energético municipal, que inclua um plano de redução da energia consumida pela iluminação pública; promova relações de cooperação com outras entidades públicas e privadas, visando a rentabilização dos recursos energéticos e a obtenção de fundos estruturais necessários para implementação destes projectos.
A autarquia tem a obrigação de ser um motor civil dinâmico como base embrionária da aprendizagem e sabedoria para a nossa sociedade civil, importante para uma atenção virada para as prioridades de um desenvolvimento sustentável e com um sentido responsável.

domingo, 1 de novembro de 2009

O respeitinho é muito lindo...


Pois é. O respeitinho é muito lindo, e atitudes como esta de que hoje aqui damos notícia, julgavamo-las já ultrapassadas, arrumadas nos arquivos do "Vale tudo, menos tirar olhos". Enganámo-nos! Vejam com os vossos próprios olhos:

Vamos à história desta imagem no seu contexto.
Dia de "limpeza" CDU. Acabadas as eleições, há que deitar mãos à obra e retirar o material de campanha que ali foi colocado para isso mesmo: campanha política!
No cumprimento de um dever superiormente legislado (artª 6º, nº1 da Lei 97/88) "Os meios amovíveis de propaganda afixados em lugares públicos devem respeitar as regras definidas no artigo 4º, sendo a sua remoção da responsabilidade das entidades que a tiverem instalado ou resultem identificáveis das mensagens expostas". Mais do que um dever legal, trata-se, para nós, de um dever cívico e de cidadania, razão pela qual a equipa da CDU procedeu de imediato à remoção dos pendões e moopies colocados durante a campanha para as eleições autárquicas.  Não sabíamos é que teríamos de trazer atrás de nós a publicidade abusiva e ilegalmente colada nos nossos moopies, em plena rotunda entre Avelar e Pontão!
Nem precisamos do contexto político: basta-nos o social, o cívico, o democrático. Basicamente, o desejável. Mas não! Há quem assim não pense, há quem, bem ao jeito do "desenrasca", ache que muito mais importante do que o acto eleitoral, é o baile nos Bombeiros de Alvaiázere!! À falta de melhor sítio para afixação, por que não aproveitar o que já existe?
E no entanto...a lei existe! Falamos da Lei 97/88 de 17 de Agosto, que regulamente a afixação de propaganda e publicidade. Senão, vejamos:

Lei n.o 97/88

Artigo 3.º
(...)
2. A afixação ou inscrição de mensagens de propaganda nos lugares ou espaços de propriedade particular depende do consentimento do respectivo proprietário ou possuidor e deve respeitar as normas em vigor sobre protecção do património arquitectónico e do meio urbanístico, ambiental e paisagístico.

(...)
Artigo 4.º
1. Os critérios a estabelecer no licenciamento da publicidade comercial, assim como o exercício das actividades de propaganda, devem prosseguir os seguintes objectivos:
(...)
c) Não causar prejuízos a terceiros;

Artigo 10º
Contra-ordenações

1. Constitui contra-ordenação punível com coima a violação do disposto nos artigos 1º, 3º n.º 2, 4º e 6º da presente lei.

Para além de expostas, as provas estão guardadas. Mas, mais importante do que as provas e respectivas consequências legais, importa registar a falta de civismo, de educação, de responsabilidade de quem de forma tão leviana (devidamente identificada) assim desrespeita a propriedade alheia e o direito à propaganda política.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um Olhar Além das Aparências IV

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Barreiras Arquitectónicas
Há uma necessidade tremenda na nossa autarquia em sensibilizar a solidariedade para com as pessoas de mobilidade condicionada. Detectamos diversas barreiras arquitectónicas no município.
O mais caricato da coisa é encontrar em obras recentes barreiras arquitectónicas! Mesmo após a promulgação do Decreto-Lei 163/2006 de 8 de Agosto (antes tarde que nunca), que aprova o regime da acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público, via pública e edifícios habitacionais.
A solução passa por fazer um esforço em afectar uma fatia do orçamento para a eliminação destas barreiras, que em termos visuais, transmitem o carácter humanitário da nossa autarquia, outro cartão de visita para os imensos turistas que nos visitam!
É fundamental que hoje consigamos dar condições de acessibilidade a todos, melhorando a sua qualidade de vida, (afinal atingir a qualidade de vida é tão simples). Convém sublinhar que existe a noção de que isto não se constrói de um dia para o outro mas é urgente iniciar o processo.
Sejam pessoas invisuais, pessoas de cadeiras de rodas, pessoas idosas, etc. ou pessoas ditas normais e sem dificuldades, todos, sem excepção, têm o mesmo direito cívico.
Nunca se esqueçam que por vezes um simples degrau pode tornar-se uma montanha!
Já agora um conselho: Quando confrontadas com pessoas com deficiências, não se sintam desconfortáveis diante do “diferente”. Se se relacionar com uma pessoa deficiente e não a considerar como deficiente, estará a ignorar uma característica importante da pessoa. Desta forma não estará a relacionar-se com ela mas com uma pessoa imaginária que criou. Aceite a deficiência, ela existe, não subestime nem superestime as dificuldades.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar as suas próprias decisões assumindo responsabilidades pelas suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior que uma pessoa não deficiente.

Quem tem medo de cair numa cadeira de rodas, nestas circunstâncias?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

José Emídio Figueiredo Medeiros

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José Emídio Figueiredo Medeiros nasceu em Ansião, em 1917, onde durante anos exerceu advocacia.
Confirma quem com ele teve a honra e o privilégio de privar, tratar-se de um homem de uma dignidade e honestidade sem limites, só comparáveis à afabilidade com que tratava quem com ele se cruzava, pelas mais diversas razões.
Portador de uma personalidade ímpar, republicano convicto e acérrimo lutador pelas causas da justiça, da democracia e da liberdade, foi co-fundador do Partido Socialista.
Quando em 1999, aquando das comemorações dos vinte e cinco anos do 25 de Abril, entrevistei para o Horizonte o Dr. António Arnaut, tive o privilégio de falar aprofundadamente deste homem entretanto falecido, e por quem nutria , desde há bastantes anos, uma ternura incomensurável, momentos houve em que as lágrimas tiveram de ser engolidas.
Foi também no âmbito destas comemorações, em cerimónia realizada no Centro Cultural de Ansião, que tive oportunidade, em representação da CDU, de publicamente render a minha homenagem ao Dr. José Emídio Medeiros, apelando à autarquia no sentido de que fosse dado o seu nome a uma rua de Ansião.
Recordo com saudade os inolvidáveis momentos que com ele passei, e, pedindo desde já desculpa aos leitores pela lamechice de personalizar este desabafo, creio mesmo que foi o único que entendeu a minha angústia, quando, acabada de fazer dezoito anos e atirada para um mundo de doutores onde me sentia completamente deslocada, era ele a minha tábua de salvação convidando-me ora para um jantar em casa dele, ora para um copo na adega do meu pai, ora para um passeio de barco no Zêzere…
Registamos com agrado a justa homenagem a este ansianense de vulto, homenagem esta que só peca por tardia.
Com saudades, e uma lágrima teimosa, deixo-lhe aqui a minha homenagem, nas palavras de Sophia de Mello Breyner:

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão
Porque os outros se calam mas tu não
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo
Porque os outros são hábeis mas tu não
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos
Porque os outros calculam mas tu não.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Um Olhar Além das Aparências III

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Recolha de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos
A popularização de produtos tecnológicos criou um problema que tende a se agravar ainda mais nos próximos anos: a questão do lixo electrónico. Segundo a organização não-governamental Greenpeace, a cada ano os produtos electrónicos descartados somam até 50 milhões de toneladas de lixo.
Portugal não tem uma estrutura para dar conta do lixo electrónico que produz. Assim como em Ansião e várias outras autarquias, não possuímos um local apropriado para que se possa gerir e recolher esse tipo de lixo.
O lixo electrónico comum prejudica o meio ambiente e a população. Não é só o computador. Geladeiras, fogões, telemóveis, lâmpadas e mais uma infinidade de equipamentos eléctricos e electrónicos são largados em qualquer lugar na natureza. Muito cómodo! Eles contém produtos altamente tóxicos, como chumbo, mercúrio, nitrogénio, cádmio, enxofre, cromo, etc.. Vazando, vão contaminar tudo que estiver por perto: no ar, na água e no subsolo.
O mercúrio, contido em lâmpadas, pode causar problemas de estômago, distúrbios renais e neurológico. Além de alterações genéticas. O cádmio presente nas baterias de telemóveis causa cancro, afecta o sistema nervoso, provoca dores reumáticas e problemas pulmonares. Já o zinco, usado na galvanização do aço dos computadores, pode provocar vómitos, diarreias e problemas pulmonares.
O manganês, usado em ligas metálicas de computadores, desencadeia anemia, dores abdominais, vómito, impotência e tremores nas mãos. O cloreto de amônia, produto encontrado nas pilhas, pode causar asfixia. E o chumbo, usado para soldar os componentes electrónicos, provoca irritabilidade, tremores musculares, lentidão de raciocínio, alucinação e insónia.
Aconselhamos, em caso de dúvidas a procurar o órgão ambiental da Câmara Municipal e/ou instituição ambiental, ou, eles têm competências para o orientar sobre programas de recolhimento e reaproveitamento deste material.

Os 10 mandamentos do usuário "verde" de tecnologia

1) Pesquise

É importante descobrir se o fabricante tem preocupações com o ambiente e se recolherá as peças usadas para reciclagem, depois que o aparelho perder sua utilidade.

2) Prolongue

Não precisa trocar de telemóvel todos os anos ou comprar um computador com essa mesma frequência. Quanto mais produtos eléctricos adquirir, maior será a quantidade de lixo electrónico. Por isso, cuide bem de seus produtos e aprenda a evitar os constantes apelos de troca.

3) Doe

Caso seja realmente necessário comprar um novo produto electrónico quando o seu ainda estiver a funcionar, doe para alguém que vá usá-lo. Dessa forma, ainda é possível prolongar a vida útil do aparelho e a pessoa que o receber não precisará comprar um novo.

4) Recicle

Os grandes fabricantes de produtos electrónicos oferecem programas de reciclagem. Antes de jogar aquele monitor estragado no lixo, entre em contacto com a empresa (via Internet ou central de atendimento telefónico) e pergunte onde as peças são taxadas. Muitas assistências também colectam esse material.

5) Substitua

Procure sempre fazer mais com menos. Produtos que agregam várias funções, como uma multifuncional, consomem menos energia do que cada aparelho usado separadamente. Também vale minimizar o uso de recursos ligados ao ambiente: para que imprimir, se dá para ler na tela?

6) Informe-se

O usuário de tecnologia deve ser adepto ao consumo responsável, sabendo as consequências que seus bens causam ao ambiente. Por isso, é importante estar atento ao assunto - somente assim será possível eliminar maus hábitos e tomar atitudes que minimizem o impacto do lixo electrónico.

7) Opte pelo original

As empresas que falsificam produtos não seguem políticas de preservação do ambiente ou se responsabilizam pelas peças comercializadas, depois que sua vida útil chega ao fim. Por isso, é sempre importante comprar electrónicos originais.

8) Pague

Os produtos dos fabricantes que oferecem programas de preservação ambiental podem ser mais caros, isso porque parte dos gastos com essas iniciativas pode ser repassada para o consumidor. A diferença de preço não chega a níveis absurdos e por isso, vale a pena optar pela alternativa “verde”.

9) Economize energia

Na hora de comprar um produto electrónico, opte pelo produto que consome menos energia. Além disso, o consumidor consciente deve usar fontes de energia limpa (como a solar) sempre que possível.

10) Mobilize

É importante passar informações sobre lixo electrónico para frente, pois muitos usuários de tecnologia não se dão conta do tamanho do problema. Divulgue, mas evite aqueles discursos calamitosos dos “ecochatos”, que não são nada populares.

Dito tudo isto, Ansião não tem Pontos Electrão porquê?

O Futuro de Portugal

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Vale a pena dedicar algum do nosso tempo a ouvir com atenção estes senhores experientes da Sociedade Civil.
Prós & Contras de 19.10.2009

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23414&idpod=30870&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

“Se não for pela humanidade que seja pela inteligência.”
Estamos a criar condomínios, condomínios por toda a parte. Apela, involuntariamente, ao isolamento social, travando a expansão humana no povo civil, deixando o civismo para um plano em que muitos deixaram de lhe dar importância.
Estamos a dissolver a sociedade civismo.
Só chegaremos ao equilíbrio quando deixarmos de viver de costas voltadas para a comunidade. Todos, enquanto actores protagonistas do desenvolvimento social, cívico, económico-financeiro, etc., temos de caminhar na mesma direcção, deixando para trás a hipocrisia eminente, vamos criar esta riqueza usando o bem. Os portugueses foram muito grandes no passado, portanto somos capazes, porque afinal os portugueses não estão extintos.

A despedida da ministra





"A cerimónia que assinalou os 100 anos do Liceu Camões teve a presença de Cavaco Silva e Maria de Lurdes Rodrigues. E dificilmente a ministra se esquecerá desta despedida do cargo, após ouvir o representante dos alunos acusá-la de «tirar credibilidade à democracia» e de "desprezo" pela voz dos estudantes.



Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico do Liceu Camões, criticou o que disse serem os «entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação» e «a linha de orientação errada que a Educação tomou», acusações que não mereceram qualquer reacção da ministra no discurso que fez de seguida.

«O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola», sublinhou, apontando baterias ao novo Estatuto do Aluno, considerando que, em vez de falar dos estudantes como «os agentes construtores da escola, fala como essas pessoas iguais e padronizados, que vêm às escolas apenas para fazer os seus testes e competir por um futuro que não é garantido e que devia ser um direito».

A alusão no discurso ao novo modelo de gestão das escolas, que «tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola», arrancou fortes aplausos dos presentes ao defender que «não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno».

Pedro Feijó disse ainda que pior do qualquer lei, «foi a atitude do ministério». «Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas», afirmou Feijó, falando ao lado do presidente da República, da ministra da Educação, do director da escola e do médico João Lobo Antunes, antigo aluno da escola."

É, também,  por causa de Pedro Feijó e outros como ele, que com  coragem e firmemente crestes nos valores que defendem, enfrentam e confrontam o poder, de cara levantada, sem medo, mesmo quando esse poder está sentado na cadeira ao lado, que a CDU continua a entender que não se pode deixar morrer Abril. Abril, agora reforçado com a atitude de Pedro Feijó, até à semana passada um perfeito desconhecido, e hoje, entre muitos, marcado pela coragem que outros gostariam de ter tido.
Por ele, por quem nos está a a ler, por todos em quem a fome de justiça é viva e assim quer continuar, aqui estaremos.

Festa CDU Ansião




Após uma semana de campanha para as autárquicas, viveram-se experiências acutilantes que nos elevam "os níveis de adrenalina", fortalecendo e reforçando a nossa vontade de continuar.  Muitas peripécias e contratempos nos aconteceram, provando a nós próprios que as dificuldades  são todas superáveis e ditam--nos apenas que somos capazes de as ultrapassar e solucionar.
Nada irá deter a vontade de lutar por uma Ansião solidária, visível, empregadora, empreendedora, cultural e competitiva.
A todos os eleitores que nos deram um voto de confiança e coragem, um BEM HAJA. Continuaremos a avançar no sentido da democracia.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Cidadania e Democracia??



Aquando do início para a campanha para as eleições autárquicas 2009, aos vários órgãos de comunicação que nos contactaram e a quem concedemos entrevistas, afirmámos que um dos nossos objectivo primordial seria o investimento na educação cívica dos cidadãos, numa perspectiva de criação de melhores condições para o exercício da cidadania.


No próprio dia do acto eleitoral, vimos confirmada, da pior maneira, esta cada vez mais urgente necessidade de civismo, para garantir a efectiva democracia. Chegou até nós na forma do brutal homicídio do marido de uma candidata por um candidato de um partido político divergente. Não interessa qual é aqui “o partido bom” ou o “partido mau”. Trata-se, antes de mais, de saber até que ponto está desumanizado o exercício da democracia, e quão urgente é necessário inverter este caminho, sob o risco de caminharmos por vias sombrias que a destino nenhum nos conduzirão.

Francisco Moita Flores exprime este mesmo sentimento, oito dias depois das eleições, da seguinte forma:

“(…)

Aquilo que ainda hoje me perturba, já com o funeral de um realizado e a prisão do outro confirmada, é que, de repente, descobrimos que esta democracia avançou mais em termos de obras de modernização do País do que na construção de homens e de mulheres civicamente preparados para perceber a dimensão da tolerância pela diferença. Argumentarão alguns que de um caso não se pode formular um juízo geral sobre a nossa cultura democrática. Podem ter razão. Mas este não é um caso qualquer. É um reflexo extremo daquilo que é a incapacidade da política, e sobretudo dos partidos políticos, em encontrar pontes para conviver, dialogar, até conflituar sem que a barbárie, o insulto, o enxovalho pessoal estejam presentes.
Um homem assassinou outro por causa da política. É a expressão mais radical do analfabetismo democrático. É a apoteose macabra de uma sucessão de campanhas eleitorais em que pouco se discutiu projectos, expectativas de futuro, em que se mobilizou gente para dizer mal dos outros em vez de falarmos de nós, dos nossos problemas, das nossas inquietações. É este caldo de violência verbal que incendeia as paixões que levam à violência física e, no caso presente, à morte.(…)”


Saúde Mental

O presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria diz que Estado está a falhar no apoio aos doentes.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1394894#

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um Olhar Além das Aparências II

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Recolha de Óleos Alimentares Usados
Acredito que a Câmara Municipal de Ansião tenha já estabelecido uma parceria com a BioOeste - fabricação de biodiesel, para a gestão da recolha de óleos alimentares usados (OAU). Foi visto uma barrica em plástico com dimensões reduzidas em local propício para o efeito!.
É urgente dinamizar a recolha destes produtos e em simultâneo, sensibilizar o povo para a separação e recolha destes produtos. “Venha daí os pontos de recolha condignos.”
O processo passa pela recolha dos óleos usados, em oleões, estes só farão sentido se colocados junto aos ecopontos, de onde a matéria sairá para ser depois transformada em pequenas unidades e vendida em postos de abastecimento biodiesel. É evidente que no ramo hoteleiro e restauração terão que possuir os seus pequenos postos de recolha, que julgo ser da responsabilidade dos próprios a estabelecer parceria com uma empresa de recolha.
Normalmente, estes óleos usados são encaminhados para o aterro comunitário, através do lixo, ou para Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), poluindo e obstruindo os filtros existentes, tornando um obstáculo para o seu bom funcionamento; e mesmo até nos rios ou mar. Por tudo isto, além dos benefícios ambientais, este combustível alternativo apresenta ainda vantagens económicas. Estamos à espera de quê? Hum?
O objectivo é converter os óleos usados em frituras domésticas ou industriais (hotelaria e restaurantes), em biodiesel, substituto do gasóleo, mais barato e amigo do ambiente. Segundo alguns especialistas um litro de biodiesel custa cerca de metade do preço de um litro de gasóleo tradicional.
Numa primeira fase o objectivo passaria por alimentar as frotas a gasóleo das entidades públicas e só depois se conseguiria chegar ao consumidor comum.
Este processo já está dinamizado em muitas autarquias do país, segundo o regulamento da OAU (Decreto-Lei 267/2009, 29 de Setembro), os municípios são responsáveis pela recolha dos óleos usados. A disponibilização dos pontos de recolha deverá ser garantida no limiar de 8 pontos por cada município com menos de 25 000 habitantes, até 31 de Dezembro de 2011 e de 12 pontos por cada município com menos de 25 000 habitantes, até 31 de Dezembro de 2015.

Indico alguns pontos de recolha (barricas de plástico), estabelecidos no nosso concelho:

• Praça dos Sabores, Avelar;
• Solar da Rainha, Ansião;
• Pastelaria padaria Bastiorras, Ansião;
• Café Tarde Piart, Lagarteira;
• Junta de Freguesia, Pousaflores.




(caso conheçam mais pontos é favor anunciar para acrescentar)

Um Olhar Além das Aparências I

Competividade Económica
O decréscimo da densidade populacional no município de Ansião é uma realidade. Desde a década 1960 que não se consegue inverter esta adversidade. Em 2011 serão os próximos Censos, e pelo que temos observado, iremos presenciar mais algum declínio. O esforço para contrariar este flagelo continua engavetado, dando prioridade a equipamentos que servirão, num futuro não tão longínquo, jovens fantasmas e idosos sem um termo de vida condigno.
A razão é a estratégia fraca na criação de novos postos de trabalho e no incentivo pobre de apoiar o empreendorismo e sua divulgação. Por outro lado é não sermos ambiciosos ao ponto de querermos pertencer à sociedade moderna e desenvolvida, que tantos jovens ambiciosos sonham.
De que nos valem os campos de futebol relvados, até mesmo a criação de um núcleo desportivo se daqui a nada não teremos população jovem para ocupar os espaços? Hum?
Chamo a atenção para o desequilíbrio entre a população activa (16-65) e a que se encontra na sua dependência (> 65 anos).
Há uma prioridade urgente de criar emprego e estimular o nascimento de empresas estratégicas para o desenvolvimento do município de Ansião, de forma a garantir o futuro tanto de quem tiver a coragem de as constituir, como a dos nossos filhos que um dia procurarão emprego. É de louvar aqueles que estudam além fronteiras, que têm objectivos nobres como adquirir estudos em países mais desenvolvidos que os seus com a finalidade de voltar à terra natal e ajudar o desenvolvimento da terra. Temos presenciado, bem perto de nós, casos reais de Timorenses, Cabo Verdianos, Angolanos, etc..
Ansião, como tem pouca oferta, não será complicado encontrar estratégias sustentáveis no sector empresarial, indo, até mesmo, ao encontro do mercado das tecnologias de informação, que abrange todas as actividades desenvolvidas na sociedade pelos recursos da informática. Pequenas e grandes empresas dependem dela para alcançar maior produtividade e competitividade. Através de passos simples ensinados por empresas do ramo, muitas alcançam sucesso e com maiores rendimentos. Se formos mais longe iremos encontrar a arquitectura de informação, em que alguns artigos publicados sobre esse tema apontam o design de interfaces ou a estruturação de sítios na Web, como o seu principal foco. Entretanto a interface é uma janela para a informação. Até mesmo a melhor interface só é tão boa quanto a informação por trás dela. No fundo o que quero transmitir e encorajar é irmos todos ao encontro do progresso sustentável e actual, para uma Ansião de oportunidades prósperas estando sempre atento às actualidades.
Em primeiro lugar há que desburocratizar os processos de licenciamento e dar prioridade a estes processos aquando a sua entrada na Câmara Municipal.
Em segundo lugar e a título de exemplo, a Câmara Municipal deve investir na construção de postos de trabalho. Por acréscimo iria levantar a moral dos construtores abalados pela crise no sector da construção civil.
Deixo alguns exemplos prioritários:

• Centro de Acolhimento a Animais, com Hotel Canino;
• Centro de Reabilitação a Doentes Mentais;
• Biblioteca – Mediateca Municipal;
• Casa do Artista/Teatro;
• Casa da Música/ Café Concerto/ Clube Literário (Tertúlias);
• Estação Rodoviária/ Abrigos/ Sinaléticas;
• Centro Coworking;
• Pousada da Juventude;
• Pista KartCross.

A IC8 e IC3 abraçam o município convidando-nos a investir no sector empresarial e turístico.
A Câmara Municipal conseguiu criar o Centro de Negócios, centro de incubadoras inserido no parque empresarial, (tiro o chapéu a todos os que trabalharam para o seu nascimento) que actualmente transmite uma consciência de inércia tremenda na promoção dos espaços, deixa transparecer a ideia de que se está à espera que caiam do céu as empresas para preencher os gabinetes e valorizem o nosso município.
Na gestão do parque empresarial, ANSIPARK, é sabido que alberga muitos armazéns tirando espaço às indústrias que criam mais postos de trabalho e que dão maior visibilidade ao parque empresarial. É sabido também que a maior parte das empresas estabelecidas no parque já eram empresas constituídas; o que se fez foi centralizá-las. A ideia não é condenável mas pelo atraso da conclusão da zona industrial e uma vez que não apareciam alternativas, cometeu-se esta contrariedade. Não quero com isto afirmar que os proprietários dos armazéns não têm o mesmo direito que os industriais, mas tem de convir que o critério de selecção deve ir ao encontro de impulsionar o parque empresarial, cativando outros industriais. Conseguindo-o trará clientes para os empregadores dos armazéns. Estes têm maior facilidade de erigir num outro lugar estratégico ou então sugiro, apelando a execução do loteamento que estava previsto na zona de acesso ao Maxial/Cabeça Redonda, loteamento este que poderia ser direccionado para os ditos armazéns, que não ficariam longe da Zona Industrial da Cooperativa que se encontra em fase de dissolvência, creio, involuntária.
Dentro da direcção e gestão interna da maior parte das empresas temos notado, grande falta de investimento na formação nos recursos humanos, culpa da entidade empregadora que ignora este investimento. É necessário incentivar e sensibilizar as acções de formação no sentido de qualificar e melhorar as aptidões dos profissionais.
O comércio tradicional encontra-se completamente desapoiado, desencorajado e sem direcções a tomar para contrariar este flagelo atroz que afasta o turismo local. Falta a requalificação dos espaços urbanos apelando à permanência dos actuais comerciantes para que nos possam dar maior oferta nos produtos, sendo estes regionais ou não, bem como a requalificação dos edifícios devolutos, que nos preenchem o olhar distraído quando queremos sossegar num banco nos nossos tempos livres. Proliferam edifícios que aguardam ser ocupados por novos comerciantes, empresários, ou que sejam escolhidos para albergar uma Pousada da Juventude, um centro de Coworking, Casa do Artista/Teatro, Casa da Música/ Café Concerto/ Clube Literário, etc., que fazem todo o sentido, e seriam um bom exemplo para o incentivo à reabilitação. Ou será que o empecilho da gestão dos resíduos de construção e demolição é uma realidade no nosso município?
Vamos vivendo, sobrevivendo, neste pequeno canto de terra. Basta? Basta quando os olhos não querem ver e a alma não quer saber o que os outros sentem e pensam. É mais cómodo.
É bom saber que apesar de todas as dificuldades ainda há muitas pessoas que lutam, dia a dia, para tornar o mundo melhor, resistindo aos olhares superiores daqueles que não querem sentir, caminham contra a tempestade da indiferença e não cedem. Limitações que existem perdurando para quem quer fazer mais e melhor. Somos soterrados de burocracias inúteis que não fazem nem deixam fazer. É já tempo de dar apoio a todos aqueles que têm força para fazer melhor.
Porquê tantos anos para se conseguir uma vida de qualidade?

sábado, 10 de outubro de 2009

Um concelho é a sua gente...


O poder local é o mais próximo dos cidadãos. Responde a problemas e expectativas concretas de uma população muito próxima não se podendo esconder por exemplo em ficções na comunicação social. Também por essa proximidade a dimensão ética no exercício do poder pode ser avaliada com facilidade pelos munícipes.
Assim temos um carácter orgânico na vida política municipal que deve ser explorado através de ideias e pela argumentação, principais armas a usar na condução da consciência colectiva à um novo patamar de autocrítica, exigência perante quem elege, acompanhamento do processo de decisão e de manifestação de opinião.
É com essas armas que vamos dar continuidade ao nosso projecto.
Queremos ver nascer uma nova relação entre munícipes e os seus eleitos. Independentemente do resultado das eleições, trabalharemos para que se apure sempre a fundamentação de decisões relevantes, e que as mesmas sejam divulgadas de um modo fácil e transparente, permitindo a qualquer pessoa a possibilidade de formar opinião e de intervir democraticamente.


“ De tudo, ficaram três coisas:

A certeza de que estamos sempre recomeçando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...”

(Fernando Pessoa)



Artigo 4.º do Estatuto dos Eleitos Locais


Deveres

No exercício das suas funções, os eleitos locais estão vinculados ao cumprimento dos seguintes princípios:


1) Em matéria de legalidade e direitos dos cidadãos:

a) Observar escrupulosamente as normas legais e regulamentares aplicáveis aos actos por si praticados ou pelos órgãos a que pertencem;
b) Cumprir e fazer cumprir as normas constitucionais e legais relativas à defesa dos interesses e direitos dos cidadãos no âmbito das suas competências;
c) Actuar com justiça e imparcialidade.

2) Em matéria de prossecução do interesse público:

a) Salvaguardar e defender os interesses públicos do Estado e da respectiva autarquia;
b) Respeitar o fim público dos poderes em que se encontram investidos;
c) Não patrocinar interesses particulares, próprios ou de terceiros, de qualquer natureza, quer no exercício das suas funções, quer invocando a qualidade de membro de órgão autárquico;
d) Não intervir em processo administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado, nem participar na apresentação, discussão ou votação de assuntos em que tenha interesse ou intervenção, por si ou como representante ou gestor de negócios de outra pessoa, ou em que tenha interesse ou intervenção em idênticas qualidades o seu cônjuge, parente ou afim em linha recta ou até ao 2.º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
e) Não celebrar com a autarquia qualquer contrato, salvo de adesão;
f) Não usar, para fins de interesse próprio ou de terceiros, informações a que tenha acesso no exercício das suas funções.

3) Em matéria de funcionamento dos órgãos de que sejam titulares:

a) Participar nas reuniões ordinárias e extraordinárias dos órgãos autárquicos;
b) Participar em todos os organismos onde estão em representação do município ou da freguesia.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um tiro no pé!

Embora tardiamente, dada a distância no tempo, mas com o sentido de oportunidade que entendemos ser ainda válido, gostaríamos hoje de comentar, neste nosso espaço livre e democrático, o discurso da  cabeça de lista à Assembleia Municipal pelo PS, a quem, de resto, como pessoa, muito consideramos, e a quem, inegavelmente, reconhecemos mérito e capacidades.
Consideramos, no entanto, ser incontestavelmente um direito nosso reagirmos contra aquilo que nos parece um ataque pessoal de todo despropositado e pouco democrático, só justificável, eventualmente, por algum lapso de memória.
Referimo-nos ao discurso do dia 17 de Julho, aquando da apresentação dos candidatos da lista para a Assembleia Municipal.
Refere a candidata que “…as Associações outrora entregues a carolas abnegados, estão hoje transformadas em pré-estágios políticos…”.
Ora, sabido que é que a cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal é ela própria membro dos corpos sociais de uma Associação de grande prestígio, no caso concreto, Bombeiros Voluntários de Ansião, entendemos ser nosso dever esclarecer que nunca pela cabeça desta candidata passou servir-se do associativismo nem dos BVA ou de qualquer outra associação de que faça parte, para procurar protagonismo político.
Mais ainda, para que não restem dúvidas, parece ter caído no esquecimento momentâneo do PS que o seu candidato à Câmara Municipal de Ansião é ele próprio membro dos órgãos sócias dos BVA, onde ocupa o segundo lugar na Direcção.
As associações do Concelho continuam a estar entregues a carolas, que se dedicam desinteressadamente ao desenvolvimento das mesmas; o que nos distancia da posição assumida pelo discurso da candidata à Assembleia Municipal pelo PS é que só podem dedicar-se a estas associações os carolas que a isso se candidatam!
Neste contexto, cabe aqui perguntar:
1º- aquando da grave crise que foi vivida nos BVA, que deu origem à maior Assembleia de sócios até hoje vivida naquela instituição, convocada para eleição dos corpos sociais, alguém do PS “meteu mãos a obra” para constituir uma lista que fosse alternativa à lista que viria a ganhar por esmagadora maioria?
2º- nas eleições para os corpos sociais da Santa Casa da Misericórdia, alguém do PS deu a cara e apresentou alternativa à lista que viria a ganhar?
Seguindo o raciocínio subjacente ao discurso em causa, parece depreender-se ser um atentado à democracia que alguém politicamente empenhado possa ser simultaneamente candidato a cargos de gestão em associações. Ora, ainda seguindo o mesmo raciocínio, e como não há nem houve alternativa, nada resta senão deixar morrer as associações.
Parece-nos, sem querer daqui tirar qualquer proveito que não seja o de esclarecer os eleitores, que a Drª Teresa Fernandes deu um tiro no pé.
Terminamos, fazendo uso das sábias palavras da candidata, no mesmo discurso, com as quais concordamos inteiramente: “Criticar por criticar, é fácil; agir, exige coragem e determinação

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Encerramento dos tempos de antena

Caras cidadãs e cidadãos, munícipes do concelho de Ansião

Conclui-se hoje a ronda dos tempos de antena destinados às eleições autárquicas 2009, durante os quais todas as candidaturas tiveram oportunidade de dar a conhecer à população os respectivos projectos para a governação dos destinos deste concelho no próximo mandato.

Atenta às necessidades que detectou, a CDU propôs alternativas viáveis, inovadoras e transparentes, que vão ao encontro dos problemas que mais afectam o concelho. E fê-lo não por ânsia de poder, mas antes, e como sempre, movidos pelo grande desejo de fazer mais e melhor pela nossa gente.
Abordámos, durante as duas últimas semanas, temas diversos e fundamentais, como:
Criação de emprego, Apoio à terceira idade, Infância e Juventude, Desporto, Cultura, Energias Renováveis, Desenvolvimento Empresarial, Defesa do Comércio Tradicional, Ambiente, Educação, Requalificação do parque habitacional, Preservação das Tradições do Concelho, Apoio às Associações Culturais, Recreativas e Desportivas, Recolha de lixo, Urbanismo, Saúde Pública, Defesa dos direitos dos Animais, Eliminação de barreiras arquitectónicas, Melhoramentos do Portal do Cidadão, Incentivo ao Investimento Internacional, Melhoramento da rede de transportes públicos, Construção da Central Rodoviária de Ansião, etc
Divulgámos o nosso compromisso eleitoral com a dignidade que o acto de votar, os munícipes e os nossos adversários nos merecem, recorrendo, para tanto, apenas ao nosso empenho. Não desfazendo do trabalho de ninguém, achamos que as ideias, boas ou más, passam-se através da palavra e do exemplo, não sendo necessário que as mesmas sejam “vendidas” através do esbanjamento de dinheiro em ofertas de campanha.
Mal vai o país ou a autarquia, que escolhe os seus governantes em função dos presentes, dos porcos no espeto, das caixas de lápis, das bolsas, dos porta-chaves, daspen-drives, bonés, etc, e que descura os respectivos ideais e propostas concretas.
A CDU conhece a realidade económica do país, e perante a situação calamitosa em que este se encontra, descartou, desde o início, a hipótese de entrar na corrida despesista. Divulgámos os nossos princípios contando para isso com gente que se empenhou numa campanha face a face, olhos nos olhos.
Não podendo aqui e agora enumerar todos os candidatos CDU, permito-me destacar, pela sua dedicação, aqueles que de mais perto lutaram dia a dia, no terreno, em prol da divulgação do nosso programa. São eles: Gonçalo Paz, estudante trabalhador do curso de Engenharia, 30 anos, Ansião; Marlo Pinho, Agente Técnico de Engenharia e Arquitectura, 31 anos, Chão-de-Couce; Rita Coutinho Valente Prates Miguel, Animadora Sócioeducativa, 30 anos, ansião; Helder Veríssimo, Arquitecto, 30 anos Chão-de-Couce,; Sónia Catarina, Escriturária, 33 anos, Ansião; Ana Rita Mateus, Funcionária de balcão, 28 anos, Ansão; Joel Paz, Administrativo, 27 anos, Ansião; Isidro Pimenta, Subcoordenador de Secção, 59 anos, Ansião; Ana Paula Mendes, Comerciante, 48 anos, Ansião; Maria de Lurdes Paz, Ajudante de Acção educativa, 52 anos, Ansião, Ana Rita Moura, Estudante, 19 anos, Ansião. Eu sou a Nídia Valente, sou professora, tenho 50 anos e sou de Ansião.
Estivemos ao lado da população, corajosa e desinteressadamente, como corajosa e desinteressadamente, estaremos presentes na vida de todos os ansianenses, votantes ou não na CDU, quando a nossa intervenção for necessária. Contem connosco.


Acredite na nossa vontade, nos nossos projectos, na nossa coragem e determinação.
No dia 11 de Outubro, dê uma oportunidade à mudança. Para mudar e crescer, vote CDU.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Portal de Ansião

Um dos aspectos estruturantes no desenvolvimento social é a aposta no aperfeiçoamento das tecnologias de informação e comunicação.

Mecanismos potentes de aquisição, armazenamento e distribuição de informação podem dar resposta a muitas necessidades de cidadãos e empresas, funcionando como um motor de criação de riqueza e conhecimento, promovendo ainda a coesão da comunidade.

Neste contexto vemos a importância de uma reestruturação do Portal do Município de Ansião, como um sítio na internet que permita colocar à disposição de todos maior quantidade e qualidade de recursos. Reconhecemos o trabalho desenvolvido nesta área pelos técnicos da Câmara Municipal de Ansião e actuais autarcas. No entanto, apesar da partilha dos mesmos objectivos, pensamos ser importante apontar a necessidade de desenvolver novas aplicações.

Tal portal deverá conter um roteiro municipal digital contendo informações relevantes sobre turismo a nível local e depois regional com os conteúdos necessários para que qualquer potencial visitante possa programar tranquilamente hospedagens, passeios, aventuras, viagens de trabalho, etc. Mas mais que promover o concelho nesse âmbito gostaríamos de chegar mais adiante.

A aquisição de um repositório centralizado de toda a informação georreferenciada do concelho, sobre o qual serão construídas e disponibilizadas várias aplicações e serviços Web.
Uma base de dados direccionada para pesquisas académicas. Estando disponível informação territorial relativa a aspectos ecológicos, geomorfológicos, geológicos, climáticos, etc. A este respeito é necessário um trabalho de busca e recolha de artigos/documentos científicos cujo objecto de estudo tenha incidido no nosso espaço geográfico.
Simultaneamente deverá iniciar-se um investimento forte da autarquia na aquisição de conhecimento. Uma das formas será através da atribuição de bolsas de investigação e em parceria com universidades. A criação de um centro de investigação que fosse a sede de abordagens multidisciplinares de todo o conhecimento produzido seria um passo importante nessa direcção, no sentido em que facilitaria também um uso estratégico do investimento, estabelecendo no tempo objectos de estudo prioritários em conjunto com a autarquia.

O uso de múltiplos temas e camadas de informação que
encontramos no GeoPortal permite uma consulta intuitiva com a sobreposição espacial de temas de informação. Pensamos ser necessário contratar maior número de técnicos para que aquela aplicação possa ganhar qualidade. É urgente diversificar e acelerar a produção de temas, procurando explorar todo o potencial deste recurso e tornando capaz de assumir um papel importante na satisfação de necessidades de informação que nasçam em motivos de cidadania, empresariais, turísticos, académicos, etc.
Falamos também da publicação de todos os documentos que reflictam as opções estruturais e as políticas de fundo da autarquia. Combatemos a noção de que documentos que reflectem as opções estratégicas para o conselho devem ficar em gavetas na CMA ou aparecer em versões incompletas ou de fraca qualidade (ex: PDM, planos de ordenamento florestal, planos de ordenamento cinegético, planeamento hídrico, mapas de infra-estruturas, documentos financeiros, projectos, obras adjudicadas, etc.).
A disponibilização imediata destes documentos numa versão digital de qualidade será um factor de confiança e transparência entre autarcas e cidadãos. Assim como a promoção de serviços via Internet e através de rede móvel junto de munícipes, associados e população em geral.

A diversificação de oferta de serviços e documentos on-line irá também no sentido de dar resposta a questões que surgem em acções de prospecção por parte de potenciais investidores. A este respeito será importante ter on-line uma caracterização completa e actualizada do panorama socioeconómico e uma promoção objectiva de recursos, produtos e serviços que interessam explorar no concelho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

...Ambiente e Urbanismo

Separar o lixo por tipo na origem é o princípio básico para um melhor ambiente e qualidade de vida.

Esta é uma verdade inquestionável por quem está minimamente informado sobre o problema, e, se a informação ainda não é suficiente, de modo a sensibilizar os cidadãos para o que consideramos um verdadeiro atentado à saúde pública e ao ambiente, tal falta de informação deve-se ao fraco investimento por parte da autarquia que não tem promovido acções de sensibilização e informação suficientes.

A CDU está empenhada na sensibilização das populações para a necessidade de reciclar este género de resíduos. Esta informação pode e deve ser transmitida através de campanhas de sensibilização em escolas. Não esqueçamos o ditado que diz que “De pequenino se torce o pepino”. Lembro aqui que, no actual currículo dos alunos, e através das Áreas Curriculares Não Disciplinares, a abordagem de temas tem como defesa do ambiente, reciclagem, etc, tem perfeito cabimento e consta, inclusivamente, dos objectivos a cumprir no âmbito das áreas de Formação Cívica e Área de Projecto.

Neste contexto, e apenas a título de exemplo, apontamos três aspectos que podem contribuir em grande escala para melhorar substancialmente a situação:
1- Melhorar o sistema de recolha porta a porta de equipamento eléctrico e electrónico (ver). Os resíduos eléctricos e electrónicos, aqui incluídos computadores, impressoras frigoríficos, máquinas de lavar loiça e roupa, torradeiras, recolhidos pela autarquia, serão posteriormente depositados em ecocentros especializados na reciclagem dos mesmos. Cabe, no entanto, à autarquia, num primeiro passo, divulgar esta medida, evitando o deprimente espectáculo anti-ambiental a que assistimos com frequência, ao vermos equipamento desta natureza abandonado, sem qualquer critério, à beira das estradas.

2- Todos nós sabemos que o sector da construção civil em Portugal lida anualmente com demasiadas toneladas dos mais diversos materiais. Parte desses materiais acaba por ser considerado como
Resíduos de Construção e Demolição.
Estamos a falar de materiais inutilizados no decorrer de novas construções e/ou resultantes de restaurações ou demolições de construções existentes, constituem um problema que ainda não tem uma solução aceitável mas que terá necessariamente que ser resolvido, se se quiser que este sector em Portugal seja sustentável.
Ansião deve progredir e dar um passo à frente, mesmo a título de exemplo para outras autarquias, e erigir um Centro de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, para que o planeamento destes resíduos deixe de ser anárquico.

3- Uma terceira medida, esta destinada a lixos domésticos que não se enquadram nos anteriormente referidos, e que é já praticada em muitos municípios, consiste na eliminação total dos inestéticos e pouco higiénicos contentores, que ainda por cima constituem, na sua maioria, barreiras arquitectónicas já que quase todos se estão localizados em cima de passeios, impedindo a livre circulação de pessoas, problema que se agrava quando se trata de cidadãos com mobilidade condicionada (por exemplo cadeira de rodas). Tal medida, simples de pôr em prática e económica, consiste basicamente no seguinte:

• Cada foco habitacional, será responsável pelo lixo que produz, armazenando-o, em sua casa, em local adequado (no caso de prédios em regime de propriedade horizontal, o próprio condomínio teria o seu espaço de recolha para todos os condóminos);

• Em hora acordada com a autarquia, por exemplo entre as 21 e 22 horas, todos os munícipes colocariam os seus colectores de lixo à porta, os quais seriam recolhidos pelas equipas camarárias e encaminhados para a estação de tratamento;

• A autarquia encarregar-se-ia ainda, através de campanhas de sensibilização e distribuição gratuita de equipamento de recolha selectiva de lixos domésticos (o que se consegue mediante parcerias com empresas ligadas a esta actividade), implementando, logo à partida, a tão necessária e ainda pouco praticada selecção com vista à reciclagem.

Desenvolvimento sustentável

A CDU defende a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para o concelho de Ansião. Esta afirmação não é usada como um mero chavão político, antes é o compromisso com este conceito chave, presente na construção de muitas das nossas propostas.

Olhamos para Ansião e vemos uma terra que não desfruta nem rentabiliza todo o potencial dos seus recursos naturais, culturais e de paisagem. Queremos implementar uma estratégia que permita inverter essa situação. Acreditamos que o futuro de Ansião passa pela valorização e promoção da nossa cultura e do nosso espaço.

É urgente realizar o levantamento completo dos valores de paisagem, flora e fauna, geológicos, etc., e aferir o estado de conservação dos diferentes sistemas ecológicos.

A CDU defende a necessidade de construir um referencial que classifique espacialmente o concelho quanto aos seus problemas e potencialidades (especialmente quando consideramos que não existe conhecimento técnico e cientifico profundo sobre o nosso concelho – neste sentido seria importante criar parcerias com universidades “oferecendo” Ansião como palco de estudos académicos).

Tal referencial parte da caracterização e avaliação de parâmetros biofísicos e de indicadores socioculturais que permitirão a montante avaliar o impacte local de cada alternativa de uso do espaço. Será a partir do quadro de potenciais e susceptibilidades que se poderá criar uma política de oferta de espaços de usos sustentáveis e rentáveis – investimentos exógenos em recursos endógenos – devendo também ser definidos quais os espaços que necessitam de requalificação, ou aqueles que exijam a opção de não-uso como consequência da degradação da sua oferta ou da constatação de que o seu potencial poderá ser mais elevado a médio ou longo prazo.

...Potenciar a riqueza natural do concelho

Na perseguição deste objectivo, a prioridade será identificar áreas em desequilíbrio e degradação ecológica, como sejam:
- invasão de plantas infestantes;
- contaminações de solo e aquíferos;
- zonas com elevados níveis de erosão;
- coberto vegetal em conflito com a capacidade produtiva do solo;
- usos desadequados à natureza do solo e do substrato;
- existência de escombreiras e pequenas lixeiras, etc.

Paralelamente ao empreendimento na aquisição de conhecimento, é imperativo construir um Sistema de Informação Geográfica (
SIG) capaz de absorver e manipular toda essa informação apoiando cabalmente a decisão, agilizando o uso de todo o conhecimento de base territorial.

Também defendemos o recurso à engenharia natural (+ +) na criação e reabilitação de espaços de lazer, intervenções em linhas de água e galerias ripícolas, consolidação de taludes, protecção e criação de habitats para espécies ameaçadas, intervenção em áreas afectadas por processos de erosão acelerados ou em risco de derrocada.

Neste contexto pensamos ser necessário a criação de um Viveiro Municipal. Este espaço, dotado de meios técnicos e mão-de-obra qualificada, será de grande importância em intervenções da autarquia em espaços naturais e de lazer.
Algumas das funções deste espaço serão:
- realização de um trabalho competente no aperfeiçoamento de meios de propagação das espécies autóctones mais importantes,
- instalação de novas manchas de vegetação com interesse estratégico e a consolidação de populações de espécies florestais prioritárias;
- fornecimento de material vegetal na minimização das despesas da autarquia com este tipo de recursos,
- replantação e condução da regeneração natural da vegetação;
- execução de trabalhos de limpeza e desmatação selectiva;
- podas e desramações;
- tratamentos fitossanitários.

O ignorar dos recursos ambientais enquanto motor de desenvolvimento económico leva inevitavelmente ao desprezo em relação aos mesmos e sobretudo à diminuição da qualidade de vida dos cidadãos.

...A CDU valoriza tais recursos

Procuraremos dar ao nosso conselho a capacidade de atrair e receber com qualidade todos os que, cada vez mais, querem usar o seu tempo livre em caminhadas, desporto, passeios de bicicleta, procurando também novas tradições e culturas.

Neste sentido será um projecto estrutural o investimento numa rede de percursos pedestres que agregue sítios de interesse em rotas temáticas e ofereça informação de qualidade sobre os aspectos históricos, culturais, da riqueza natural e da economia local. Associados a estes percursos serão criados leitores de paisagem, sinalização, miradouros, e diversos locais com condições de acampada dignas.
Identificaremos sítios com potencial para receber praticantes de desportos radicais ou de aventura, apoiando as actividades e estabelecer parcerias em organização de eventos que possam promover o concelho a este nível.

“O resgate cultural e do conhecimento local (adquiridos pelas pessoas do lugar, através da vivência das gerações, fruto de séculos de convívio com o ecossistema local) é de extremo valor e importância para a elaboração de sistemas de produção sustentáveis.” (Altieri, 1983)
Articularemos também os nossos projectos da área social para recolher, junto dos mais velhos, informação valiosa sobre cultura gastronómica, agricultura, silvicultura, lendas, contos, artesanato, etc. Esta informação será tratada de modo a que seja um elemento disponível na rede de percursos.

Apostaremos no apoio aos produtos tradicionais, não só na sua vertente empresarial, como na sua vertente cultural - onde se pretende que o saber dos cidadãos mais velhos seja uma força promocional do concelho (workshops, exposições, oficinas de artesanato, etc.) e como factor de maior enraizamento da população nas suas origens (convocando a sua memória em produções de teatro, publicação de livros, sessões de leitura e partilha oral do saber).

sábado, 3 de outubro de 2009

Ele há coisas, senhor "Soisa"!!!

Permitam-nos o "atrevimento" de publicação deste vídeo. Reconhecemos a linguagen um pouco ousada, e contudo, pertinente e acutilante. Tão pertinente e actual que não resistimos. Atentem especialmente na "coincidência" dos nomes: Soisa....Sousa (conhecem algum Sousa, figura pública, que nos mereça este trabalho? Nós conhecemos! Perdoem-nos, portanto, mas vejam; meditem; tirem conclusões. Sousas, ainda existem por aí. E povo com necessidadees, cada vez mais! Sousas...Soisas... e por isso publicamos estas coisas. Divirtam-se! E VOTEM CDU.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Elevar a dignidade dos doentes mentais


Os últimos dados divulgados pelo Conselho Europeu das Doenças Cerebrais, que na observação de 28 países, colocam Portugal em 12º na lista da prevalência das doenças do foro psiquiátrico ou neurológico. São 2,9 milhões os portugueses com distúrbios mentais. As principais causas apresentadas são: ansiedade (981 mil casos), enxaquecas (894 mil casos), desordens afectivas (528 mil casos), dependências (196 mil casos), índices que nos conduzem a grandes despesas, medicamentos, limitações na capacidade de trabalho, absentismo e reformas antecipadas.
Entre as causas para a depressão, defendem alguns especialistas, reside o facto de estarmos na presença de uma sociedade altamente competitiva que valoriza o sucesso a todo o custo e dá grande importância à aparência exterior. A não satisfação do indivíduo consigo próprio abre caminho aos medicamentos. São substâncias que criam a sensação de felicidade, que dão energia, mas criam dependências.
As pessoas com doenças mentais graves já não passam anos das suas vidas em instituições psiquiátricas. Nos países desenvolvidos, houve uma grande mudança na ostentação dos cuidados baseados na comunidade. No entanto, enquanto esta alteração significa que as pessoas com distúrbios mentais não estão isoladas, tal não garante que venham a ser totalmente integradas nas suas comunidades. Os obstáculos à cidadania completa devem-se em parte às debilidades provocadas pela doença e em parte às atitudes estigmatizantes e discriminatórias por parte do público.
A implementação de programas de reabilitação no país é muito fraca face às necessidades e está concentrada nos maiores centros urbanos. Os núcleos de reabilitação e as famílias dos utentes apresentam preocupações em relação à área profissional, onde se verifica a necessidade dos cursos disponíveis, nomeadamente apoios para inserção na actividade laboral.
A CDU defende a construção de um Centro de Reabilitação para Doentes Mentais, pelos motivos acima apresentados, bem como a necessidade de satisfazer flagelos bem presentes no nosso município e nos vizinhos, sendo do nosso conhecimento a existência de vários casos enquadrados nestes parâmetros. Traria solidariedade, visibilidade, emprego e competitividade ao nosso município, ambições ao alcance de todos nós e sobejamente merecidos pelo povo.

Objectivo
- Promover e intensificar a pesquisa no campo de saúde mental;
- Desenvolver estratégias para que seja possível apurar os indicadores no campo da saúde mental (incidência, prevalência, morbilidade, incapacidade);
- Desenvolver e difundir estratégias para avaliar a prevalência do stress;
- Aumentar a informação existente no campo da saúde mental;
- Colaborar entre os sectores da saúde e educação (programas de prevenção e cessação do consumo de dependências);
- Desenvolver protocolos de cooperação junto da comissão de protecção de crianças e jovens;
- Desenvolver programas de prevenção de depressão e suicídio;
- Combater a descriminação e o desrespeito pelos doentes mentais;
- Promover a reabilitação dos doentes mentais;
- Estabelecer parcerias com serviços sociais;
- Criar serviços para tratamento de doentes que abusem de álcool;
- Promover a saúde mental nos locais de trabalho;
- Prestar assistência domiciliária.

Critérios de Admissão
- Pessoas com deficiência, doença mental, doença sensorial, traumatizados, desfavorecidos socialmente, a partir dos 15 anos de idade, que tenham capacidade para adquirir competências que garantam a sua inserção no mercado do trabalho;
- Numa 1ª avaliação, serem residentes no distrito de Leiria.

Parcerias possíveis
- Autarquias;
- Institutos de Emprego e Formação Profissional;
- Associações Empresariais;
- Guarda Nacional Republicana;
- Associações de Bombeiros Voluntários;
- Centros de Saúde;
- Lares para Idosos;
- Escolas;
- Centros Hospitalares;
- Empresas da região.

Actividades
- Jogos pedagógicos;
- Pintura, modelagem, escultura, cerâmica, artesanato, musica, etc.;
- Reciclagem de Materiais;
- Decoração de objectos artísticos;
- Linguagem e comunicação;
- Actividades ao ar livre;
- Actividades socioculturais;
- Expressão dramática.

Recursos Humanos
- Dirigente;
- Médico psiquiatra;
- Médico de Clínica Geral;
- Médico saúde Pública;
- Técnico Superior Nutrição;
- Técnico Superior Psicologia Clínica;
- Técnico Superior Serviço Social;
- Enfermagem;
- Terapeuta Ocupacional;
- Técnico Prof. Fotog. Cinema
- Técnico Prof. Bibliot e Docum.
- Técnico Profissional;
- Pessoal Administrativo
- Tesoureiro;
- Telefonista;
- Motorista de Ligeiros;
- Auxiliar de Acção Médica;
- Auxiliar de apoio e vigilância;
- Voluntariado.


“A doença mental nem sempre é doença”
(10 Outubro - Dia Mundial da Saúde Mental)

domingo, 27 de setembro de 2009

“COWORKING” EM ANSIÃO - FAZ SENTIDO

“Coworking” é uma tendência mundial para um novo padrão de trabalho. Os profissionais autónomos, que trabalham em casa e que viajam muito a trabalho sofrem de um mal comum: o isolamento.
“Coworking” é união de um grupo de pessoas que trabalham independentes umas das outras, mas compartilham valores e buscam a
sinergia que acontece quando pessoas talentosas dividem o mesmo espaço, gerando um fluxo de troca de ideias e experiências. Grande parte dos espaços de “coworking” foram fundados por empreendedores "nómadas" de tecnologia, que procuravam locais de trabalho alternativos aos cafés e às suas próprias casas. Incubadoras de “start-ups”, centros de negócios ou escritórios virtuais não se encaixam no modelo de “coworking”, pois lhes faltam os principais aspectos: o social, o cooperativista e o informal.
É preciso termos consciência do estado do país e do mundo onde estamos inseridos. Cada vez mais o emprego é precário, difícil para os muitos recém licenciados, empurrando-os para os recibos verdes como trabalhadores independentes. Como todos sabem estes trabalham em casa, cafés, etc. muitos sem condições adequadas, atrapalhando a produtividade e criatividade.
Queremos lançar esta iniciativa no nosso município, servindo de “start-up” para jovens empreendedores, dando mais força para que sejam catapultados para as incubadoras do Centro de Negócios e contribuindo para a evolução de Ansião. Contamos com a ajuda da Associação Empresarial de Ansião.

Vantagens


- Contrato mínimo de 1 ano, em vez dos 3 anos mínimos em incubadoras, por exemplo;
- Encargos incluídos na renda, (água, electricidade, internet, limpeza);
- Não necessita de constituir empresa/projecto;
- Espaço com posto de trabalho;
- Renda de baixo valor, (não excederia os 100€ mensais);
- Acesso disponível: 24h;
- Sem necessidade de associação estatutátria;
- Aumento de produtividade e criatividade;
- Interactividade com indivíduos das diversas áreas profissionais;
- Possibilidade da utilização do endereço para entrega de correspondência;

Instalações

- Sala de trabalho;
- Instalações Sanitárias;
- Gabinete privado para reuniões;
- Sala de tomada de refeições;
- Sala de estar com pufes, convidativo a “brainstorms” – debates, troca de ideias;
- Cafetaria;
Equipamento

- Posto de trabalho (mesas e cadeiras);
- Mini biblioteca com manuais das diversas áreas profissionais;
- Arquivo individual;
- Ar condicionado;
- Acesso à internet (Wireless).